FRASES DO DIA


“A ciência sem religião é manca; a religião sem ciência é cega”. – Albert Einstein.

"É muita impertinência querer adivinhar o que é Deus, e muita ousadia querer negar o que Ele é". – Platão.

"A falsa ciência gera ateus; a verdadeira ciência leva os homens a se curvar diante da divindade". – Voltaire.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O cristão pode comemorar o Halloween ou Dia das Bruxas?


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A maioria das pessoas consideram o Halloween como uma festa inofensiva para os seus filhos, que lhes permite ter uma noite de “fantasia e diversão.”

Mas será que este padrão é válido para os cristãos? Vestir-se como fantasmas, demônios e bruxas “não é grande coisa”? Ou fazer isto é estar glorificando e dando poderes a Satanás?

Se temos verdadeiramente empenhado nossos corações e nossas vidas a Cristo, nós devemos nos propor a estarmos separados do mundo, como pessoas que procuram refletir a bondade e o amor de Deus. O apóstolo Paulo em Filipenses 4:8 aconselha os cristãos a preencherem continuamente suas mentes com o que é bom. Um olhar cuidadoso e honesto sobre o Halloween revela que pouco ou nada é bom nesta festa. Pelo contrário, é um dia que aponta para o satanismo, para o medo, e para a gula.

Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo? (2 Coríntios 6:14-15)

Embora a palavra Halloween signifique “santo ou noite sagrada”, a história mostra que nada poderia estar mais longe da verdade do que esta festa. Halloween é claramente uma relíquia dos tempos pagãos, e ela nunca refletiu nenhuma verdade ou virtudes cristãs.

Os costumes ligados ao Halloween estão comumente ligados a uma festa celebrada pelos sacerdotes druidas, das tribos Celticas que ocuparam o norte e oeste da Europa. Esta festa, que remonta muitos séculos antes de Cristo, começou em 31 de outubro de cada ano e foi chamada de festival de Samhain, o senhor da morte.

Como parte de sua adoração à Samhain, os sacerdotes druidas construíram grandes fogueiras nas quais tanto seres humanos como animais eram sacrificados. Esta prática bárbara continuou abertamente durante centenas de anos, até Roma conquistar a Bretanha e bani-la.

Anos se passaram, e Roma continuou a conquistar novos territórios aumentando seu poder. O povo de cada nação conquistada não só eram obrigados a tornarem-se cidadãos de Roma, como também se tornarem membros da Igreja Romana. Como você pode imaginar, estes novos “convertidos” pouco se importavam com o cristianismo e continuaram tenazmente agarrados as suas amadas práticas pagãs.

Portanto, uma vez que a Igreja Romana não foi capaz de fazer as pessoas abandonarem os seus festivais pagãos, ela decidiu então “santificar” alguns deles. A celebração druida em honra ao senhor da morte tornou-se o Dia de Todos os Santos, e passou a ser observado por todas as igrejas.

Oficialmente, ela foi proclamada como um dia para se homenagear todos os santos que tinham morrido, conhecidos ou desconhecidos. Mas, na prática, permaneceu o que era verdadeiramente, uma festa pagã do “Dia dos Mortos”.

Ao longo da sua história, o Halloween tem sido lembrado como o momento em que as forças sobrenaturais do mal prevalecem. Anton Lavey, autor de “A Bíblia Satânica” e sumo sacerdote da Igreja de Satanás, diz que o Dia das Bruxas é considerado pelos satanistas e ocultistas o mais importante dia do ano. Ele diz que, nesta noite, a magia e o poder chegam a seu nível mais alto de potência, e que qualquer bruxa ou ocultista que tenha tido dificuldade com algum feitiço ou maldição normalmente podem alcançar o sucesso em 31 de outubro, porque Satanás e os seus poderes estão no auge nesta noite..

Os adivinhos também acreditam alcançar os mais altos poderes no dia de Halloween, uma vez que as pessoas ficam ansiosas para saber o que pode acontecer a elas no próximo ano. Ainda hoje, as previsões de videntes e astrólogos são liberadas logo após o Halloween.

Claramente, os ritos e símbolos deste feriado revelam que este é um dia que glorifica a Satanás. Olhe ao seu redor. Ainda que 31 de outubro esteja distante, você provavelmente poderá ver evidências de que se aproxima o Dia das Bruxas. Fotos de fantasmas, demônios, gnomos, esqueletos, abóboras e máscaras de diabo aparecem nas vitrines das lojas em toda a parte. Filmes de terror são promovidos na televisão e nos cinemas, livrarias passam a dar mais ênfase aos livros que lidam com assuntos sobre a morte e o oculto.

Como cristãos, não devemos estar associados às coisas de Satanás. Cristo nos diz que :

“Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro…” (Mateus 6:24)

Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação. (2 Timóteo 1:7)

Desde o seu início, a festa de Halloween tem jogado sobre o medo que as pessoas sentem. Os celtas acreditavam que na noite de 31 de outubro, demônios, bruxas, e os espíritos de todos aqueles que tinham morrido perambulavam livremente. A maioria das pessoas tinham medo de sair de suas casas nesta noite. Aqueles que tinham realmente que sair usavam máscaras grotescas e fantasias aterrorizantes. Eles acreditavam que se eles estivessem horríveis o suficiente, os espíritos iriam pensar que eram um deles e não lhes fariam qualquer mal!

Como percebemos, o medo faz parte das grandes e modernas comemorações do Halloween. Decorações sombrias, filmes de terror, e casas mal-assombradas causam uma sensação muito real sobre as crianças pequenas. É alguma surpresa a quantidade de jovens que têm tido pesadelos ou estão com medo de ficarem sozinhos no escuro? Satanás se delicia em preencher as mentes das pessoas com pensamentos de medo, morte e destruição. É uma tática que ele tem utilizado durante séculos para manter a humanidade sob o seu controle.

Deus, por outro lado, deseja dar a paz a Seus filhos. Ele não quer que sejamos paralisados pelos nossos medos.  Cristo morreu para nos livrar do pavor da morte.

Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, e livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida.(Hebreus 2:14-15)

Portanto, quando vocês comem, ou bebem, ou fazem qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus. (1 Coríntios 10:31)

Vários dias antes da festa começar, os sacerdotes druidas iam de casa em casa exigindo alimentos ou outros itens que pudessem utilizar em seus cultos a Samhain, o senhor da morte. Se um aldeão se recusasse a dar aquilo que eles queriam, o sacerdote lançaria uma maldição demoníaca sobre a casa. Esta não era uma vã ameaça, geralmente alguém da casa morria no decorrer do ano. É a partir desta prática abominável que o nosso presente de trick-or-treat “Travessuras ou gostosuras” evoluiu.

Embora seja verdade que trick-or-treat “Travessuras ou gostosuras” já não é mais essencialmente sobre maldições, trata-se de gula. As crianças vão de casa em casa, a mercearia enchendo sacolas com doces e, em seguida, voltam para casa com seu grande tesouro consumindo grandes quantidades destas gostosuras.

Mesmo esse elemento do Halloween, que pode parecer inofensivo em comparação aos outros, em nada glorifica a Deus. A Bíblia diz que o corpo é o templo do Espírito Santo. Não devíamos poluir o templo com alimentos que embotem nossas percepções de Deus e nos leve para longe dEle.

E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as. (Efésios 5:1)

Satanás fica sem dúvida jubiloso ao ver uma grande parte da “nação cristã” comemorando um feriado em sua homenagem, como algo que fosse um inofensivo divertimento. Será que por nossa negligência, estamos contribuindo para o extraordinário poder que Satanás parece ter no dia 31 de outubro?

Não importa quão excitante ou divertido que possa parecer, nenhuma festa de Halloween é para ter cristãos participando. Se verdadeiramente buscamos glorificar a Deus, então como é que podemos dedicar um dia do ano para adorar Satanás? Nós não podemos !

A Bíblia diz:

Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; (1 Pedro 2:9)


http://evidenciasprofeticas.blogspot.com/2011/10/o-cristao-pode-comemorar-o-halloween-ou.html
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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Ouvir Rock, MPB ou outro tipo de música secular é pecado?


Um dos temas que mais assombra o cristianismo, no geral, é a música secular. Entende-se por música secular, todo tipo de música "destituida da temática religiosa. No mundo ocidental, começou a desenvolver-se no fim da idade média, por consequência do enfraquecimento do poder da Igreja Católica, que outrora influenciava todos os aspectos da vida medieval, incluindo a música (...)Nas Igrejas Protestantes Neo-Pentecostais, a Música Secular é chamada de Música do mundo ou simplesmente Música mundana."[1]
Embora hoje, o termo "música secular" seja visto de forma mais branda pelas igrejas em geral, ainda é comum ouvirmos falar que "ouvir música do mundo é pecado"?
Será?
O AgoraVai resolveu levar a polêmica ao ar e, como era esperado, o programa "bombou". O número de participações foi enorme e as opiniões foram as mais diversas. Alguns ouvintes mais "conservadores" disseram que "qualquer tipo de manifestação musical que não seja de Deus, é do diabo". Outros, na mesma linha, declararam "O diabo, como todos sabem, é o pai do rock". O tema foi se expandindo ao ponto de alguns ouvintes declararem que "qualquer coisa que não seja de Deus, é pecado".
Nesse momento, surgiu a indagação: "Ora, se tudo o que não for de Deus é pecado, trabalhar é pecado? Estudar é pecado?
O AgoraVai entende que não, nem tudo o que não é "religioso" é pecado. Se for assim, não podemos fazer nada a não ser ir à igreja e não é bem isso que Deus quer de nós. Deus quer uma vida em sintonia com Ele, uma vida em que a todo o momento estejamos meditando nas nossas ações e, se possível, contando com a direção de Deus pra elas. Mas não necessariamente devemos deixar de fazer nossas atividades.
E a música? Onde fica nisso tudo?
Nosso ouvinte Fúlvio lançou um questionamento: "Ouvir uma música que diz que tudo o que precisamos é amar uns aos outros é pecado?". A música citada é "All you need is Love", dos Beatles e diz exatamente isso. A que conclusão chegar? 
Para a abordagem desse tema, usamos como base a compilação de artigos "No Templo Cristão", de autoria do nosso querido Elias Azevedo. O capítulo 7, intitulado "O Cristão e a música Rock" é baseado num artigo do pastor "Samuele Bacchiocchi" e o ponto mais interessante da nossa discussão está baseado na seguinte verdade: Deus tolerava a "música secular" da época. 
Existem alguns exemplos famosos onde o povo dançava e festejava. Um exemplo está em Êxodo 15:20 e 21. Ali Miriãm, a irmã de Moisés, festejou no deserto fazendo uso de algo parecido com um pandeiro. Outro exemplo famoso : Davi, quando dançou à frente de todo o Israel. No entanto, ao passo que Deus faz concessões para festividades, essas concessões não são relativas à música no templo. 
Em I Cronicas, 25:6 encontramos a seguinte mensagem: "...trabalhando na música do templo do Senhor, com címbalos, liras e harpas para o serviço de templo de Deus...". Em II Cronicas 29:25, os instrumentos permitidos no templo são novamente citados.
A que conclusão chegamos, então, diante de tudo isso?
1-Deus tolera a música secular como parte da vida social do ser humano. 
2-No entanto, a música executada no templo deve ser diferente da música do cotidiano. A bíblia é bem clara  nisso.
3-Não é porque Deus tolera é que devemos ouvir tudo. Devemos saber filtrar os tipos de música, as letras e as intenções. Obviamente não devemos ouvir músicas que instiguem a lascívia, violência ou satanismo.
Ah, eu ia esquecendo: A nossa ouvinte Biah perguntou, durante esse programa: "E quando o ritmo é rock / forró e a letra é de JEsus? Pode?"
Esse será o tema do próximo AgoraVai, do dia 21/10:“O Rock, a MPB ou outros tipos de música secular estão dentro de nossas igrejas, disfarçados de música cristã”?
Fiquem ligados e já pensem na resposta para a próxima semana. =D

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

EXPO SAÚDE

Expo Saúde orienta sobre vida saudável


Projeto enfatiza estilo de vida saudável
Orientar a comunidade sobre a necessidade de um estilo
de vida saudável. Esse é o principal objetivo da 1ª Expo Saúde,
realizada pela IGREJA ADVENTISTA DE CRATO CEARÁ. O evento acontecerá dia 21 de outubro de 2012, das 8 até as
12 horas na Escola Municipal Cel. Filemon Teles no bairro Vila São Bento. O evento pretende mostrar às pessoas a importância dos oitos
remédios naturais: temperança, nutrição, luz solar, água, exercício, ar,
descanso, e o poder de Deus (confiança).



A feira contará com oito estandes explicativos, contando com
profissionais da área de saúde para orientar cada cidadão. As pessoas
terão a oportunidade de testar os remédios naturais cada vez que visitar
um local da exposição. Rebecca Silva Herculano é uma das organizadoras do projeto,
explica que os visitantes terão orientações sobre como melhorar seu
estilo de vida. “No estande de temperança, por exemplo, será medida a
porcentagem de gordura corporal. Já no de nutrição, será medida a
glicose sanguínea”.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Chamar-te-ás Perdão



Certa feita, numa conversa entre o amor e o rancor,
Indignado pela vida o rancor perguntou:

“Você se lembra,
naquele dia em que triste eu andei cabisbaixo e ferido pela vida que levei,
Como não achei alguém que me tomasse pelos braços e desatasse todo o laço que prendia o meu ser?
Onde estavas no momento em que eu mais necessitei?”

O amor, pacientemente, respondeu ao rancor:

“É verdade o que disseste, que ninguém esteve ali.
No momento em que quiseste nem eu mesmo o socorri.
Mas, recorda neste instante, que antes mesmo de cair, te chamei pr’uma conversa e com amor te adverti.
Mas, usando a teimosia foste tu obstinado e, ao sendar os seus caminhos, enveredou caminho errado.”

“Isso não vem ao caso!” Respondeu o rancor.

“Esqueceu,
Naquele dia que minh‘alma transbordou dos problemas do passado, que mi’a mente armazenou,
Como em busca de um consolo ansioso eu andei e nem mesmo um conselho de sua boca eu escutei?”

Disse o amor, com mansidão:

“Lembro, sim, daquele dia em que, angustiado,
Estavas exasperado com o passado, que ao seu presente atormentava.
Ao ver tamanha revolta, de ti me compadeci.
Sentindo em mim as suas dores, fiz-me pronto a te ouvir.
E, ao dar-te os meus ouvidos, desabafas-te, então, a mim
E, depois de te acalmares, com amor, pus-te a dormir.”

O rancor, então irado, com alta voz pronunciou:

“Desisto! Já não mais conversarei!
Meu rancor está maior do que quando eu comecei!
Suas palavras me irritam, eu não vou lhe perdoar!
A razão é toda minha e não pretendo abnegar.
Fique com o seu carinho e com a sua mansidão, pois o ódio é o meu amigo
E o orgulho é o meu irmão que entende o que eu falo, diferente de você,
Que só diz que eu estou errado e não deseja me entender.
Mas ratifico que estou certo, imerso em convicção,
E, contra a sua influência, endureci meu coração.”

Com tristeza o amor tudo aquilo observou.
Ponderou cada palavra, mas nada objetou.
Entretanto, apenas disse, com o coração pesado:

“Minha parte, inteira, eu fiz, mas a decisão é sua. Todavia entenderei e com amor respeitarei.
Mas, se tu te converteres, transformarei teu coração;
Não te chamarás Rancor, mas chamar-te-ás Perdão.”
 
 
 
Jeferson Sá

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Princípio do Dia Profético


Vários teólogos judeus e gentios através dos tempos aplicaram o princípio do dia profético às setenta semanas de Daniel 9. Dentre este grupo de estudiosos, tem-se o hebreu Rashi (1040-1105 d.C.), que traduziu Daniel 8:14 da seguinte maneira: "E ele disse-me: Até 2300 anos". Esse princípio tem sido reconhecido e aceito em todo o mundo durante séculos. Não é uma inovação adventista como se sugere.

  • Qual é a base bíblica para dizer que 2300 dias são na verdade 2300 anos?

O texto de Números 14:34: "... quarenta dias, cada dia representando um ano", e, Ezequiel 4:4-7 que diz: "... Quarenta dias te dei, cada dia por um ano."

O Antigo Testamento demonstra outras relações entre as palavras dia e ano. Em alguns casos, embora as traduções usem a palavra "ano", no original hebraico encontra-se a palavra "dia". Exemplos:

"Portanto, guardarás esta ordenança no determinado tempo, de ano em ano." (Êxodo 13:10) - Todavia, no original está escrito: "de dias em dias".

"E todo o tempo que Davi permaneceu na terra dos filisteus foi um ano e quatro meses." (I Samuel 27:7 cf I Samuel 2:19 e I Samuel 1:21) - Mas, no texto original tem-se: "dias e quatro meses".

Em hebraico a palavra comum para ano é שׂנה (shanah, pl. שנה - shaneh), porém, nestes versos a palavra "dias" (יום - yowm) é usada demonstrando uma ligação direta e representativa de "ano".

  • E como podemos ter a certeza de que esse princípio deve ser aplicado aos períodos de tempo mencionados nas profecias de Daniel, como as do capítulo 9?

Daniel capítulo 9 declara que "desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém até o Ungido", se passaria sessenta e nove semanas. A ordem para essa edificação se deu em 457 a.C., isso significa que a partir dela até o Ungido (batismo de Jesus Cristo, 27 d.C) se passaria 483 anos, e profeticamente, isso corresponde exatamente a 69 semanas.




Se fossemos aplicar a contagem de que 69 semanas literalmente como 483 dias, isso equivaleria a "1 ano, 4 meses e 3 dias", e consequentemente teríamos que aceitar que esse seria o intervalo de tempo que abrange "desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém até o Ungido". Esse procedimento de contagem literal é totalmente impróprio, tornando a profecia sem fundamento histórico e bíblico. O princípio do dia profético precisa ser aplicado a esta profecia, ou a mesma torna-se sem sentido.



E, se o princípio do dia profético funciona para uma parte da profecia, não seria lógico que fosse usado com sucesso na outra parte também?



Não apenas lógico, mas, extremamente necessário. Aplicando o princípio do dia profético às 70 semanas, temos 490 anos, ou seja, 176.400 dias. Como poderíamos separar 176.400 dias de 2.300 dias? Impossível! A única maneira das 70 semanas serem separadas ou cortadas é aplicando o princípio do dia profético também aos 2.300 dias. De outra forma, seria como tentar medir dois metros em três centímetros.

  • Existem outras provas a favor da aplicação do dia profético aos 2.300 dias?

Daniel 8:13 diz: "... Até quando durará a visão do sacrifício diário e da transgressão assoladora, visão na qual é entregue o santuário e o exército, a fim de serem pisados?"

Observa-se que Daniel 8:13 da ênfase com relação ao término dos eventos que ocorrem no período de 2300 dias. A palavra visão, חזון (chazown), refere-se nesse contexto a revelação, visão profética e abrange os acontecimentos preditos em sua totalidade, dentre eles: A entrega do santuário e seu sacrifício diário, a transgressão assoladora, perseguição aos filhos do Altíssimo, mudança na Lei de Deus e, etc (cf Daniel 7:25). A pergunta feita no verso diz respeito ao término - "até quando" - de tudo que foi descrito na visão (חזון - chazown). E a resposta foi: "Até 2300 tardes e manhãs"; que correspondem a 2300 dias, e que profeticamente representam 2300 anos.



A profecia dos 2300 anos abrange o período dos impérios Babilônico, Medo-Persa, Grego e Romano. Se fossemos nos basear que 2300 dias não correspondem a 2300 anos, isso significaria que 2300 dias equivalem literalmente a 6 anos, 3 meses e 20 dias. Como poderia esta contagem de tempo, literal, incluir esses impérios descritos na profecia? Inconcebível. Só o império Medo-Persa durou de 539 a 331 a.C., somente essa nação, sem contar a Babilônica, Grega e Romana, teve 208 anos de existência, muito tempo para encaixar-se em apenas 6 anos. Portanto, necessariamente tem-se que usar o princípio profético, com o qual a profecia cobre mais de dois milênios, tempo suficiente para abranger todos os impérios e eventos relatados por Daniel.



Outro fato a ser considerado: Embora a profecia comece com nações que existiram há milhares de anos, foi dito a Daniel que a visão se estenderia até o "tempo do fim" (cf Daniel 12:4)1. Como poderia o período de 6 anos cobrir todos os eventos até o até o "tempo do fim". Sem o dia profético, a profecia não poderia estender-se tanto. Também neste caso, o dia profético aplicado na proporção "1 dia para cada 1 ano" revela-se valido, preciso e coerente.

UM TEMPO, DOIS TEMPOS E METADE DE TEMPO

"Proferirá palavras contra o Altíssimo, magoará os santos do Altíssimo e cuidará em mudar os tempos e a lei; e os santos lhe serão entregues nas mãos, por um tempo, dois tempos e metade de um tempo." (Daniel 7:25)

Em Daniel capítulo 7 é citado um poder que é representado por um "chifre pequeno" e este reinou de forma soberana entre as nações. Ele é o mais detalhado, e o motivo para isso é apontado no verso 25.



Após o fim do Império Romano Ocidental, em 476 d.C, sua instituição religiosa permaneceu atuante. E, em 538 d.C., entra em vigor o decreto do imperador romano Justiniano declarando que o bispo de Roma deveria ser reconhecido como o líder da "Santa Igreja", e assim, a Igreja Católica Apostólica Romana além de elevar seu poder religioso recebeu poderes políticos.



Daniel descreve que a Igreja de Roma (ICAR) representada pelo "chifre pequeno" teria domínio por "um tempo, dois tempos e metade de um tempo." (Daniel 7:25). "Um tempo" (עדן - 'iddan) equivale a "360 dias" e a somatória de "um tempo, dois tempos e metade de um tempo" resulta em "1260 dias". E, pelo princípio do dia profético, correspondem a "1260 anos". Portanto segundo a profecia de Daniel 7:25 o período de supremacia religiosa e política da Igreja de Roma seria de 1260 anos. Período este em que ela dominou reinos e reis, e impôs seus ensinos doutrinários de forma ferrenha.






Contando 1260 anos a partir de 538 d.C., chega-se a 1798 d.C. E os registros históricos descrevem que em fevereiro de 1798, sob a alegação de insulto ao embaixador francês na Itália, Louis Alexandre Berthier, general das Forças Revolucionárias Francesas e chefe do Estado maior de Napoleão invadiu Roma, e em 20 de fevereiro o Papa Pio VI foi aprisionado. O anel que indicava sua autoridade lhe foi retirado; sua propriedade foi confiscada e vendida; o "Estado Papal" foi abolido e Roma foi declarada república. O Papa foi levado para a França, onde morreu preso em Valença no dia 29 de agosto de 1799. Esse episódio pôs fim ao longo período de supremacia do bispo de Roma.



E se o princípio do dia profético não fosse aplicado? Nesse caso os "1260 dias" seriam calculados de forma literal e resultariam em "3 anos e 6 meses". Como seria possível o poder da Igreja de Roma representado pelo "chifre pequeno" desenvolver todos os eventos descritos nas profecias em um período ínfimo?



Enfatizando que a supremacia desse poder religioso se estenderia até o "tempo do fim"2, quando Deus Se assentou para julgar e definir o Seu reino (Daniel 7:26-27 cf Daniel 7:8-9; Apocalipse 14:6-7). O capítulo 13 de Apocalipse descreve, também, a maneira como a Igreja de Roma atuou e atua contra Deus e seus filhos e, o seu tempo de hegemonia política e religiosa:

"Foi-lhe dada uma boca que proferia arrogâncias e blasfêmias e autoridade para agir quarenta e dois meses; e abriu a boca em blasfêmias contra Deus, para lhe difamar o nome e difamar o tabernáculo, a saber, os que habitam no céu." (Apocalipse 13:5-6)

Nota-se à semelhança de Daniel, como João utiliza de linguagem profética para descrever o tempo de domínio imposto pela Igreja de Roma ao mencionar 42 meses. Levando em consideração que cada mês possui "30 dias" temos: 42 meses x 30 dias = 1260 dias. E, pelo princípio do dia profético, "um dia" correspondendo a "um ano", temos que 42 meses equivalem a 1260 anos. O mesmo período descrito em Daniel 7:25. Será que a Igreja de Roma (ICAR), literalmente, teve domínio político e religioso somente por 42 meses (3 anos e 6 meses)? De modo algum.



As profecias descritas nos capítulos 7, 8 e 9 de Daniel perdem sentido, tornam-se ilógicas caso não haja a aplicação do princípio do dia profético demonstrado pela Bíblia. "3 anos e 6 meses" não são suficientes para estender-se da fase inicial de "Roma Papal" (538 d.C.) até o seu término, o "tempo do fim" (1798 d.C.).



O capítulo 7 do livro de Daniel está cheio de símbolos: um leão, um urso, um leopardo com asas, chifres que falam, todos simbolizando coisas diferentes. E em meio a tantos símbolos, por que somente as descrições de tempo seriam literais? Especialmente quando se analisa o fator tempo sendo enunciado de maneira tão estranha?



Daniel capítulo 8 também é uma visão com imagens simbólicas. Não é uma profecia sobre animais, assim como Daniel 7 não o é. São eventos proféticos que descrevem a história da humanidade. Não seria de se esperar que o fator tempo apresentado nesses capítulos também fosse simbólico, em vez de literal? Além do mais, "tardes e manhãs" (ערב - arab e בקר - boqer) não é maneira comum de descrever dias. A palavra típica para dias na Bíblia é יום (yowm).



Não seria mais simples ter dito: "Até seis anos, três meses e vinte dias, e o santuário será purificado", em vez de "2300 tardes e manhãs"? O verso de Daniel 8:14 não traz a forma típica de indicar o tempo. Em II Samuel 5:5, por exemplo, é dito que o rei "reinou sobre Judá sete anos e seis meses", e não 2700 dias. Até mesmo as setenta semanas de Daniel não são uma forma comum de expressar tempo.



A razão para tudo isto é que o Senhor não Se referiu a tempo literal, e usou esses números e unidades de tempo "simbólicos" para mostrar aos estudiosos da Bíblia que estava a falar de tempo profético, e não literal. Claramente, muitas evidências comprovam a validade do dia profético nos capítulos 7, 8 e 9 do livro de Daniel. Eles simplesmente perdem o sentido sem o uso desse princípio.






Texto proveniente e adaptado do artigo: "O Princípio do Dia Profético", Revista Adventista, (Março, 1999), p. 32-33.


segunda-feira, 27 de junho de 2011

Lei de Deus & Lei de Moisés

Lei de Deus & Lei de Moisés

A Bíblia descreve várias leis com destaque para a Lei de Deus que abrange os Dez Mandamentos e, escrita em tábuas de pedra (Deuteronômio 4:13; Deuteronômio 9:10-11). Outras, foram agrupadas em um livro e disciplinam diversos assuntos. E, é justamente neste ponto basilar que ocorre uma preocupante distorção quanto à diferenciação de leis que a Bíblia apresenta, acarretando inúmeras contradições e severos erros doutrinários.

Na Lei de Deus ou Lei do Senhor1, chamada também de Lei da Liberdade e Lei Régia (Tiago 1:25; Tiago 2:8) e, onde encontramos os Dez Mandamentos - as "Dez Palavras" (Êxodo 34:28), não existe ordenanças orientando sobre alimentação, higiene, procedimentos litúrgicos, processos penais e etc. Nela encontramos unicamente preceitos morais e éticos. A Bíblia relata que Deus a escrevera pessoalmente2, não adicionando nada a mais ao concluí-la:
"Deu-me o SENHOR as duas tábuas de pedra, escritas com o dedo de Deus; e, nelas, estavam todas as palavras segundo o SENHOR havia falado convosco no monte, do meio do fogo, estando reunido todo o povo." (Deuteronômio 9:10)
Posteriormente, Moisés sob orientação do SENHOR, escrevera um livro contendo leis de regulamentação civil, levítica, sanitária, tributária, militar e etc.3 As Escrituras chamam este livro de: Lei de Moisés, Livro de Moisés e Livro da Lei.4 E, mesmo ele sendo o responsável pela escrita dessas leis no livro, os judeus tinham plena convicção que todas eram provenientes de Deus (II Crônicas 34:14; Neemias 8:1 e 8; Esdras 7:6).

A abrangência desse livro quanto as diversas regras religiosas, administrativas, jurídicas e entre outras, tinha como objetivo, proporcionar meios para a governabilidade da nação israelense. E, a maioria das normas cerimoniais encontradas nele e praticadas na liturgia mosaica visava simbolizar a Cristo e guiar o pecador até Ele; elas eram "sombras das coisas futuras" e foram cravadas na Cruz.5

Contudo, princípios e regras do Livro de Moisés derivados diretamente dos mandamentos das "Tábuas de Pedra" (Lei de Deus) permanecem, como os de Êxodo 23:1-9; Levítico 18; Levítico 19:1-4; Levítico 19:11-18, entre outras. Conservam-se as leis sobre saúde, por exemplo, as de Levítico 11; leis civis6 (observando os procedimentos legislativos e jurídicos - atuais e locais); e etc.

Vale destacar que: Apesar de Moisés ter transcrito a Lei de Deus para o livro em questão, isso não significa que ela passou a ser considerada de mesma finalidade, importância e validade com relação às demais. Ele tão somente repassara para o livro uma cópia do conteúdo das duas tábuas de pedra que estavam guardadas dentro da arca da aliança. O acesso à elas era extremamente restrito devido a santidade delas e do lugar onde estavam alojadas. E, para que a nação pudessem ter a sua disposição uma leitura fiel do conteúdo ali presente, Deus ordenara que Moisés as transcrevessem para o livro.

A enorme confusão que assola o cristianismo e mais especificamente o protestantismo com relação aos Dez Mandamentos é motivada pelo desprezo aos ensinos bíblicos que revelam esses contrastes legislativos. A falta de discernimento quanto a isso vem acarretando deturpadas interpretações bíblicas, e de maneira mais acentuada nos escritos do apóstolo Paulo.

A Bíblia relata que alguns judeus que se convertiam ao cristianismo queriam que as regras encontradas na Lei de Moisés fossem seguidas em sua totalidade. Essa situação levou Paulo a rebatê-las, tais como aquelas pertinentes a liturgia do santuário terrestre (Coríntios 3:1-18; Gálatas 2:1-21; Colossenses 2:8-23). Isso o impulsionou a dizer aos gálatas, se referindo a essas leis cerimoniais:
"Sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus" (Gálatas 2:16 cf Gálatas 3:11; Gálatas 4:8-11).
Ele repreendia o ensino de que o cerimonialismo mosaico deveria ser seguido, e, censurou-os dizendo: "Não anulo a graça de Deus; pois, se a justiça é mediante a lei, segue-se que morreu Cristo em vão" (Gálatas 2:21).

Paulo demonstrava que seguir as prescrições cerimoniais contidas na Lei de Moisés que representavam o sacrifício de Cristo na cruz, era desprezar o Seu sangue ofertado para pagar os nossos pecados; era anular a Sua graça. E, diferentemente do ocorrido nas igrejas de Corinto, Galácia e Colossos, Paulo não teve esse problema nas igrejas de Roma. Aos romanos ele exortava, referindo-se não as ordenanças contidas na Lei de Moisés, mas, aos mandamentos da Lei de Deus:
"Porque os simples ouvidores da lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados. Anulamos, pois, a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei" (Romanos 2:13; Romanos 3:31 cf Romanos 6:15).
Note a exorbitante diferença entre Romanos 2:13 e Gálatas 2:16.

E Pedro, responsável pelo Evangelho aos judeus, após ser advertido por Paulo a não permitir que esses ensinos fossem mantidos, escreveu a seguinte exortação:
"... empenhai-vos por serdes achados por Ele em paz, sem mácula e irrepreensíveis... como igualmente o nosso amado irmão Paulo vos escreveu... ao falar acerca destes assuntos, como, de fato costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas coisas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escrituras, para a própria destruição deles..." (II Pedro 3:14-18).
Outra referência que, além de evidenciar a distinção de leis nas Escrituras, revela a validade dos mandamentos da Lei de Deus e a caducidade de várias ordenanças da Lei de Moisés:
"Foi alguém chamado sendo já circunciso? Não desfaça a sua circuncisão. Foi alguém chamado sendo incircunciso? Não se circuncide. A circuncisão não significa nada, e a incircuncisão também nada é; o que importa é obedecer aos mandamentos de Deus." (I Coríntios 7:18-19) - Tradução: Nova Versão Internacional.
PECULIARIDADES DAS LEIS
A Lei de Deus, onde encontramos os dez mandamentos (Decálogo), foi escrita pelo próprio Deus e guardada dentro da arca da aliança. Sobre esta lei, Cristo declara ser ela eterna.7 Quando a Bíblia se refere as ordenanças do Livro da Lei, nota-se um tratamento diferenciado, sobre ele é dito que fora escrita por Moisés, depositado ao lado da arca da aliança e vários de seus preceitos findaram na cruz.8

Considerar que a Bíblia contém uma única lei, ou, que a palavra lei encontrada nela se refere unicamente a Lei de Moisés, é o mesmo que dizer ser a Bíblia um amontoado de contradições, e afirmar que Paulo fazia acepção de pessoas quando comparamos Romanos 2:13 com Gálatas 2:16.

Sustentar que as Escrituras possuem somente uma lei e esta findou na cruz do calvário é obrigatoriamente assumir que os Dez Mandamentos foram abolidos, e assim apoiar um dos maiores ataques criados por Satanás contra eles (Apocalipse 12:17). Dois versos bíblicos são interpretados de maneira indevida e utilizados para apoiar a infeliz ficção de que o Decálogo fora revogado:
"Tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz". (Colossenses 2:14)

"Aboliu, na Sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois criasse, em si mesmo, um novo homem, fazendo a paz." (Efésios 2:15)
O termo grego para "escrito de dívida" é "cheirographon" (χειρογραφον) e, essa palavra possui o significado de "manuscrito" e "nota manuscrita" (que alguém reconhece que recebeu como empréstimo e, que será devolvido no tempo determinadoa). "Cheirographon" deriva de "cheiropoietos" (χειροποιητος) e significa feito pelas mãos humana. A palavra "ordenanças" utilizada em Efésios 2:15 e Colossenses 2:14 provém de "dogma" (δογμα) e esta denota doutrina, decreto, regras e requerimentos da lei de Moisésb. A Bíblia esclarece de forma inquestionável que esse escrito de dívida refere-se às ordenanças (regras) que Moisés escreveu em um livro, e não ao que Deus escrevera em tábuas de pedra - tábuas do Testemunho (Êxodo 32:15).

Paulo se refere a dívida que foi gerada pelo povo israelita em decorrência do desprezo deles para com a Antiga Aliança, e que era norteada pelas ordenanças do Livro da Lei (Lei de Moisés). Isso ocasionou enorme separação entre eles e Deus; isso era extremamente prejudicial (Isaías 1:1-16; Oséias 2:10-13 cf Efésios 2:14-16).

Em Romanos 7:12, observa-se novamente as diferenças legislativas nas Escrituras, nesse verso Paulo afirma que a Lei de Deus é santa, justa e boa; declara ser ela prazerosa quando obedecida e exorta que seja observada (Romanos 7:22-23 cf Romanos 3:31; Romanos 6:15). Em contrapartida, ao se referir àqueles que estavam seguindo as ordenanças cerimoniais contidas na Lei de Moisés, Paulo repreendeu dizendo:
"Todos quantos, pois, são das obras da lei estão debaixo de maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no livro da lei, para praticá-las." (Gálatas 3:10)
Será realmente maldito aquele que obedece aos mandamentos da Lei de Deus (Decálogo)? (I João 2:1-6 cf Efésios 6:2; Eclesiastes 12:13-14).

A Bíblia demonstra que a Lei de Deus revela o pecado9, enquanto a Lei de Moisés prescrevia ofertas por causa do pecado; e elas eram apenas simbolismos de Cristo, o único que pode perdoar e removê-lo10. Outro contraste: A Lei de Deus não possui regras punitivas para os seus transgressores, tais normas penais eram encontradas na Lei de Moisés e foram seguidas, também, de forma transitória até a época de reforma.11

Antes do sacrifício de Cristo na cruz do Calvário, aquele que aceitasse o pacto da Antiga Aliança e, posteriormente, violasse as ordenanças contidas na Lei de Moisés e/ou transgredisse os mandamentos da Lei de Deus era punido de forma imediata e, em alguns casos com a morte dependendo do crime.

E, embora os procedimentos punitivos do Antigo Concerto estejam invalidados atualmente com o Novo Concerto e, o pecador não receba punição como nos tempos do ministério mosaicoc, isso não significa que a Lei de Deus (reafirmada na Nova Aliança - Hebreus 8:10-13 cf Hebreus 10:16-17) perdera valor, e que as transgressões cometidas contra ela não sofrerá a devida punição, pois, pecado continua sendo a transgressão aos seus princípios12. Quando Cristo voltar pela segunda vez, Ele retribuirá a cada um conforme as suas obras. Nada ficará impune.13

O apóstolo João declara que os Dez Mandamentos não são penosos e um coração confiante e tranquilo reflete a obediência a eles, pois Cristo capacita todo aquele que O ama a obedecê-los.14


a, b. STRONG, J. (1981). The Exhaustive Concordance of the Bible, ed. Macdonald Publishing Company. (Referências n.º 5498, 5499, 1378).
c. Sobre o Antigo e o Novo Concerto acesse: Os Ministérios da Lei de Deus

1. Salmos 1:2; Salmos 19:7; Salmos 119:1; Romanos 7:22.
2. Êxodo 20:1-17; Êxodo 31:18; Êxodo 34:1-2; Deuteronômio 5:1-22.
3. Êxodo 23; 29-30; Levítico capítulos 1-7, 21, 22; Números 31:19-21; etc.
4. Êxodo 24:1-8; Deuteronômio 31:24-26; Josué 1:8; II Crônicas 25:4; Neemias 8:1; Neemias 13:1; Daniel 9:13; Atos 15:5.
5. João 1:45 cf João 5:46; Colossenses 2:16-17 cf Efésios 2:15; Gálatas 3:23-29.
6. Deuteronômio 17:8-9; Deuteronômio 21:18-20 cf. Romanos 13:1; Tito 3:1-2; II Pedro 2:9-10.
7. Êxodo 31:18; I Reis 8:8-9; Mateus 5:17-19; Lucas 16:17 cf Malaquias 3:6; Tiago 2:11-12.
8. Deuteronômio 31:24-26; Deuteronômio 31:9; Colossenses 2:14-17; Hebreus 9:9-10 cf Hebreus 10:1.
9. Romanos 3:20; Romanos 7:7; Tiago 2:8-9; I João 3:4.
10. Hebreus 9:23-28; Hebreus 8:1-13; Hebreus 9:9-10 cf Apocalipse 13:8.
11. Colossenses 2:13-15; Hebreus 7:18-19 cf Efésios 2:14-16, Colossenses 2:14.
12. I João 3:4; Tiago 2:8-13 cf Romanos 5:12-13; Romanos 7:1; Romanos 4:15.
13. Mateus 24:29-31; II Tessalonicenses 2:7-10; Apocalipse 22:11-15; Hebreus 4:12-13.
14. I João 5:1-5; I João 3:21-24; João 14:12-26 cf II João 1:4-6; Hebreus 10:16-17.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Ser ou Estar? Eis a questão!






















“Quem é você?”
 
Para mim, essa é uma das perguntas mais difíceis de responder. Primeiro, porque quando vamos respondê-la, geralmente respondemos a uma série de outras perguntas, e no fim parece que não a respondemos. Por exemplo: “eu sou Fátima, professora, cristã, adventista, blogueira, filha, irmã, mãe, etc…”. Nesta resposta, eu respondo às seguintes perguntas: “Qual o seu nome?”, “Qual a sua profissão?”, “Qual a sua religião?”, “Que outras atividades você faz?”, “Tem irmãos?”, “É casada?”
 

O outro motivo pelo qual considero essa pergunta difícil de ser respondida é o fato de sermos dinâmicos. Nós não somos seres estáticos! Nós mudamos com o tempo, com o clima, com o lugar, com o horário do dia, com a época do ano, nas diferentes fases de nossa vida… Quando estamos sozinhos somos um, quando estamos com pessoas do sexo oposto somos diferentes. Enfim… somos passíveis de transformação, aprendemos coisas novas e nos transformamos a todo momento. Por isso, para mim, o verbo “ser” parece não ser muito aplicável ao humano!
 
E isso é fantástico! É belo! Isso nos permite acreditar na mudança, na transformação, no adaptar-se e se desadaptar. Isso nos dá condições de recomeçar quando tudo parece acabado. Essa capacidade mutante quebra paradigmas, e permite o menino pobre se tornar um homem de sucesso, e a menina com dificuldade de aprendizagem se tornar Doutora.
Atrevo-me a usar o verbo “ser”, para concluir este pensamento. Não somos revestidos por uma couraça rígida, mas por uma pele macia e flexível. Não viemos ao mundo embalados por um rótulo. Não nascemos com um Manual de Instruções. Somos tão únicos, diferentes e mutantes que um Manual de Instruções não comportaria tantas possibilidades do nosso ser. Por isso, aposto no “estar”, pois somente a capacidade de estar nos possibilita sermos vários de nós mesmos em diversos espaços e tempos – a beleza do existir!
 
 
 
Karyne, psicóloga, cristã, adventista, blogueira, filha, irmã, esposa, pianista, etc…”.http://www.jesuseapalavra.com/Jovem%20Ser%20ou%20estar%20eis%20a%20questao.html

sexta-feira, 13 de maio de 2011

LIDANDO COM A GROSSERIA


(por Marcio)

“O que guarda a sua boca preserva a sua vida; mas o que muito abre os seus lábios traz sobre si a ruína.” (Prov. 13:3)

Somos advertidos pelo sábio Salomão a evitar muitos problemas, preservando nossas vidas, se vigiarmos nossos lábios ao nos comunicarmos com os demais em todas as situações dos nossos dias.

O colunista Sydney Harris conta uma história em que acompanhava um amigo à banca de jornais. O amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas como resposta recebeu um tratamento rude e grosseiro. Pegando o jornal que foi atirado em sua direção, o amigo de Harris sorriu polidamente e desejou um bom fim de semana ao jornaleiro. Quando os dois amigos desciam pela rua, o colunista "pasmo" perguntou:- "Ele sempre te trata com tanta grosseria?"- "Sim, infelizmente é sempre assim, todo dia..."- "E você é sempre tão educado e amigável com ele?"- "Sim, sou."- "Por que, já que ele é tão grosso com você?"- "Porque não quero que ele decida como eu devo agir."

É verdade, poucos conseguem ser como o amigo de Sydney, mas uma coisa é certa: quase todos conseguem ser como o jornaleiro! Valeria a pena insultá-lo como retorno? Valeria a pena passar nervoso por alguém que não se controla? Vale a pena ser uma pessoa bruta, grossa e mal educada, como o jornaleiro?
Geralmente a pessoa grosseira tem necessidade de fazer com que as pessoas ao seu lado se sintam desconfortáveis. Seu prazer é sentir que os demais se sintam inferiores a ela. Acredita que os outros sempre devem estar à sua mercê diante das variações do seu humor.

A pergunta é: vale a pena ser assim? Vale a pena insultar? Claro que não. A não ser que queiramos que as pessoas se afastem de nós.

Certamente ao entrarmos neste jogo perigoso, corremos o risco de nos tornarmos iguais ao pior dos agressores.

Você já passou por situações parecidas? Tenho certeza que sim.

Minha sugestão é: aja e reaja polidamente. Não permita que aquele que estraga seu próprio dia, estrague o seu também. Guarda seus lábios e previna-se contra "ruínas" na sua vida, conforme o conselho do sábio Salomão por inspirção divina.

Jesus nosso maior exemplo, o maior líder de todos os tempos, reconhecido desta forma mesmo por aqueles que não são cristãos, recrutou 12 homens na sua maioria sem talento nenhum que o ajudaram a mudar o mundo, no entanto, nunca os tratou com rudeza, palavrões ou desrespeitosamente. Sua atitude com as pessoas sempre foi de gentileza, respeito e educação, sempre as deixou se sentirem amadas, mesmo elas não merecendo. Mesmo nos Seus maiores momentos de dor, nunca insultou seus agressores.

Ser amável com os demais, sejam eles merecedores ou não, é imitar o carácter de Cristo. Amabilidade genuína é uma das características dos filhos de Deus. A Bíblia diz em Colossenses 3:12 “Revestí-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de coração compassivo, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade.”
REFLEXÃO: “A vossa palavra seja sempre com graça, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um.” (Col. 4:6).
http://meditandoemjesus.blogspot.com/2009/02/lidando-com-grosseria.html

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Toque de amor


Um estudo publicado por cientistas da universidade canadense McGill University School of Nursing afirma que o contato direto com a pele da mãe pode ajudar bebês prematuros a se recuperarem mais rapidamente de dores. O levantamento mostrou que os bebês que estiveram em contato com as mães se recuperaram da dor em um minuto e meio, enquanto os prematuros que estavam em incubadoras sofreram por mais de três minutos.

Esse contato entre peles não é benéfico apenas para os prematuros. “Estudos recentes mostram que o corpo da mulher ajuda a manter o bebê adequadamente aquecido, deixando-o mais calmo e com freqüências respiratórias mais estáveis”, explica o pediatra Marcus Renato de Carvalho, da Clínica Interdisciplinar de Apoio à Amamentação, no Rio de Janeiro.

Certamente que essa interação benéfica entre mãe e filho foi projetada pelo Criador. Por isso, não é à toa que a Bíblia compare o amor de Deus ao amor de mãe. Se enfrentar a dor se torna mais fácil nos braços da mãe, melhor ainda é contar com os braços do Pai quando estamos passando por algum problema.

Michelson Borges é jornalista, membro da Sociedade Criacionista Brasileira (www.scb.org.br) e autor dos livros A História da Vida e Por Que Creio (www.cpb.com.br).

O milagre da vida


Ao longo da História – e especialmente em nossos dias – o sexo foi tão banalizado que poucos vêem a sublime união de dois seres como um dom divino. O ato de gerar uma vida através do encontro dos gametas masculino e feminino é fruto de uma engenharia além de nossa imaginação.

Como teriam se desenvolvido ao longo das eras e por processos casuais os complexos mecanismos da reprodução?

Existe um paradoxo que sempre intrigou os pesquisadores: os seres vivos gastam um tempo precioso em busca de um parceiro e, quando o encontram, muitas vezes precisam proteger o “achado” de rivais. Mas, mesmo quando todo o esforço vale a pena, no caso individual ou da espécie, o sexo como forma de reprodução perde de longe para a reprodução assexuada. É pura matemática: enquanto cada indivíduo assexuado é capaz de ter um filho, na reprodução sexuada são necessários dois indivíduos. O resultado é que, desconhecendo o sexo, uma espécie pode se reproduzir duas vezes mais depressa. Como uma lei biológica elementar faz com que qualquer espécie tenda a propagar o seu estoque genético ao máximo – isto é, mediante o nascimento do maior número possível de indivíduos – então o certo seria antes só do que acompanhado.

Mas não é isso o que se observa na natureza e aí está o paradoxo: apenas a minoria de 15 mil espécies animais, das cerca de 2 milhões existentes no planeta, “prefere” se reproduzir assexuadamente, ou seja, crescendo e se dividindo. Talvez alguns respondam que os animais “preferiram” a reprodução sexuada pois, assim, é possível embaralhar as características maternas e paternas, criando em uma mesma espécie seres geneticamente diversificados e, portanto, com maiores chances de sobreviver.

Na verdade, o sistema nervoso de todo animal já nasce programado para o sexo. Como uma espécie de seguro adicional, os genes ainda fazem com que certas glândulas jorrem hormônios, que desencadeiam o desejo, a atração sexual. Amar, de certo modo, é ter reações químicas em cascata. No caso da espécie humana, quatro milhões de receptores na pele podem captar os estímulos recebidos e enviar a mensagem do prazer ao cérebro. Como se pode perceber, é outro tipo de sistema perfeitamente ajustado e planejado, cuja perfeição deveria existir desde o início.

Se o ato conjugal é algo biologicamente maravilhoso, o que dizer da concepção e da gestação? Uma única célula ovo, formada pela união do espermatozóide com o óvulo, passa a se multiplicar e a se diferenciar, dando origem a células diferentes que farão parte de tecidos e órgãos especializados.

É interessante como Jó descreveu esse processo: “Não me derramaste como leite e não me coalhaste como queijo? De pele e carne me vestiste e de ossos e tendões me entreteceste” (Jó 10:10 e 11). E o rei Davi, mil anos antes de Cristo, também ficou fascinado com a formação de um ser humano: “Pois Tu formaste o meu interior. Tu me teceste no seio de minha mãe. Graças Te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste; as Tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem; os meus ossos não Te foram encobertos, quando no oculto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra. Os Teus olhos me viram a substância ainda informe, e no Teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda” (Sal. 139:13-16).
Michelson Borges é jornalista, membro da Sociedade Criacionista Brasileira (www.scb.org.br) e autor dos livros A História da Vida e Por Que Creio (www.cpb.com.br).

terça-feira, 26 de abril de 2011

Não Leia!



“Pessoas são o bem mais precioso de tudo aquilo que temos”
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ATENÇÃO! Se você não costuma sentir saudades, vai por mim: procure outro canto e pare de ler isso aqui. Este texto não é pra gente como você!
Agora, se seu coração, vez por outra, sente aquela fome estranha satisfeita somente ao rever quem alimenta sua vida com amor, siga em frente comigo. Pois fiquei 15 dias fora de casa e não aguento mais tanta vontade de voltar pra quem torna meu viver uma aventura maravilhosa. Este desejo subjuga minha razão a serviço da emoção. E que única palavra é capaz de resumir isso tudo? SAUDADE.
Vem cá, quando foi a última vez que ela lhe envolveu de verdade? Aquela saudade silenciosa que aperta sem mãos, e dói mesmo sem ferir? Confesso que não é fácil pro homem de hoje, revestido do verniz profissional-batalhador, reconhecer esta sensação. Até porque sentimento não é calculável, muito menos previsível, e isso nos assusta feito ameaça nuclear.
A questão é que desde quando “a paternidade não bateu na porta, mas dissolveu por completo minhas paredes”, tenho lidado com emoções bem distintas: viajo com vontade de voltar, falo bastante fazendo tudo pra escutar um serzinho, conheço lugares querendo retornar com outra companhia, fico em hotéis sentindo falta das fraldas pelo chão… Vai me dizer se não é estranho? Homenzão com fotinho 3X4 na carteira? Chefe sendo mandado por um metro de gente? O telefonema mais importante ter grunhidos ao invés dos resultados de metas? Isso aí! Viajar virou um impaciente espaço separando meu mundo encantado em dois momentos: passado embalado de lembranças e futuro aguardando o retorno.
A saudade, pra mim, é uma evidência de que a memória humana age sustentada pelas emoções dos relacionamentos. Podemos ser frios, calculistas, binários, negociantes e imparciais, no entanto, ficar longe de quem aprendemos amar é levar uma rasteira capaz de neutralizar todo o resto. Pra mim, quanto mais o tempo passa longe de quem amo, menos completo eu me sinto vendo-me aquém da felicidade um dia experimentada. E alguém deveria tentar tolamente ignorar este alerta de que tem gente esperando pela gente? De como fomos feitos cúmplices pra vencer o isolamento? Acredito na falta presencial que me propulsiona ansiar voltar logo pra casa. E minha filha é a prova soberba da verdade infalível: pessoas são o bem mais precioso de tudo aquilo que temos.
O problema existencial da vida humana é que bagunçamos tudo isso. Passamos a supervalorizar as conquistas menosprezando os conquistados. Tem homem gastando mais tempo preocupado com sua posição na companhia do que com aqueles que lhe farão a verdadeira companhia na aposentadoria. Infelizmente, alguns se especializam na arte consumista de “correr atrás do vento” e largam de lado o privilégio “da brisa batendo na face” de mãos dadas com alguém. Viajam for business pra ganhar mais, no entanto, se não cuidar, gastam mais depois no buraco emocional que a distância só piora. E isso é um alerta, ok? Não uma sentença de morte. Eu também viajo, mas, ao voltar pros braços que mais amo, confirmo o quanto tenho minhas âncoras bem firmadas noutros dois corações: minha esposa e filha.
Pra quê querer mais? (Só se for pra aumentar a prole!) No entanto, não poucas vezes me distraio daquilo que move a essência humana: tudo o que fazemos, compramos e sonhamos sempre inclui pessoas junto – ou pra ficar junto. E enquanto voo à caminho do meu ninho reconheço quanto tempo já perdi com coisas pequenas, discussões tolas e mesquinhez covarde. E tolices de outros desfilam por aí:
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- Ser o tipo de gente que vira bicho se não der a última palavra;
- Dizer NÃO pra tudo e todos só pra mostrar “quem manda no barraco”;
- Entrar em colapso se receber alguma crítica;
- Tornar-se implacável exatamente com aqueles que lhe amam cheios de misericórdia;
- Ver no perdão um gesto de fraqueza e no esquecimento uma síndrome de burrice;
- Não ter mais tempo pra ouvir quem um dia sussurrou no seu pé do seu ouvido;
- Ler isso aqui na defensiva, dizendo: “que bom que nunca fui nem serei assim!
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(… tempo pra pensar…  …)
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Ah! E o que dizer do “estilo manda-chuva” que transforma a vida dos que lhe rodeiam numa tempestade? Aquele cuja autoridade só lhe torna mais cego e desumano? Não se engane: todo ditador é um medroso enrustido. Chega a ser patético ver um megalomaníaco pisando em quem pode lhe encarar à mesma altura. Liderar pessoas é uma coisa, vociferar numa trincheira de robôs é outra – e existe só até uma força maior silenciar a repressão. É uma lei: quem teme a própria sombra com insegurança um dia será devorado ferozmente pela falta indomável ao ter afastado todos de perto.
Eu escolho a saudade domesticada. Mesmo “aos trancos e barrancos” de minha personalidade eternamente aprendiz, vejo a importância ilimitada de me arriscar nas alturas imprevisíveis do amor – e daqueles que me amam. Esta saudade pura é absurdamente oposta à saudade pelo medo. E quer saber? Eu já me re-matriculei inúmeras vezes na alfabetização dos relacionamentos construtivos. Repito de lição como minha filha não consegue comer sem esparramar arroz pelo chão. Mas sigo em frente vendo que pelas estradas ilógicas dos amantes “quem só ganha, às vezes, perde; e quem perde, muitas vezes, ganha.”
Neste momento de melancolia também me lembro da promessa de um Outro Saudoso: “e quando eu for (…) voltarei e vos levarei para mim mesmo – pra que onde Eu estiver estejais vós também” (João 14:3). Absurdamente impensável e sobrenaturalmente irreversível! Entendeu bem? Deus também sente saudade da gente. Seu amor apaixonado por Suas criaturinhas é tão incrível quanto o preço pago ali na Cruz pra encurtar, de uma vez por todas, a enorme distância do pecado. É maravilhoso! Isso é lindo demais, e ficou ainda mais real depois de eu ver pelo Skype a minha coisinha fofa numa webcam, dizendo: “papáái, óólta!” Eu sei que ela repete as palavras ditadas por outra “dona do meu mundo” cujo colo onde está lhe serviu pra amamentar tantas vezes. Ambas compõem a imagem quase perfeita – em primeiro plano, uma que ainda nem sabe do que o amor é capaz de gerar. E no plano logo atrás, um pouco mais desfocada, aquela que consegue mostrar pra mim o quanto sou incompleto sozinho.
Esta imagem um dia será perfeita? Sem dúvida, e logo! Será mais um momento pleno da minha vida – e bom demais! – quando meus braços, finalmente ali, envolverem por detrás as duas ao mesmo tempo. Vou congelar a imagem, de olhos bem fechados, apertar forte tudo o que tenho de mais importante pra mim. E reconhecerei ser mais um daqueles recados abençoados do Pai do Céu de que a minha saudade satisfeita é um mero prenúncio daquela outra saudade, ainda maior, a ser satisfeita por Ele – em toda a eternidade.
E muito logo!
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Blog Pai Coruja