FRASES DO DIA


“A ciência sem religião é manca; a religião sem ciência é cega”. – Albert Einstein.

"É muita impertinência querer adivinhar o que é Deus, e muita ousadia querer negar o que Ele é". – Platão.

"A falsa ciência gera ateus; a verdadeira ciência leva os homens a se curvar diante da divindade". – Voltaire.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Lei de Deus & Lei de Moisés

Lei de Deus & Lei de Moisés

A Bíblia descreve várias leis com destaque para a Lei de Deus que abrange os Dez Mandamentos e, escrita em tábuas de pedra (Deuteronômio 4:13; Deuteronômio 9:10-11). Outras, foram agrupadas em um livro e disciplinam diversos assuntos. E, é justamente neste ponto basilar que ocorre uma preocupante distorção quanto à diferenciação de leis que a Bíblia apresenta, acarretando inúmeras contradições e severos erros doutrinários.

Na Lei de Deus ou Lei do Senhor1, chamada também de Lei da Liberdade e Lei Régia (Tiago 1:25; Tiago 2:8) e, onde encontramos os Dez Mandamentos - as "Dez Palavras" (Êxodo 34:28), não existe ordenanças orientando sobre alimentação, higiene, procedimentos litúrgicos, processos penais e etc. Nela encontramos unicamente preceitos morais e éticos. A Bíblia relata que Deus a escrevera pessoalmente2, não adicionando nada a mais ao concluí-la:
"Deu-me o SENHOR as duas tábuas de pedra, escritas com o dedo de Deus; e, nelas, estavam todas as palavras segundo o SENHOR havia falado convosco no monte, do meio do fogo, estando reunido todo o povo." (Deuteronômio 9:10)
Posteriormente, Moisés sob orientação do SENHOR, escrevera um livro contendo leis de regulamentação civil, levítica, sanitária, tributária, militar e etc.3 As Escrituras chamam este livro de: Lei de Moisés, Livro de Moisés e Livro da Lei.4 E, mesmo ele sendo o responsável pela escrita dessas leis no livro, os judeus tinham plena convicção que todas eram provenientes de Deus (II Crônicas 34:14; Neemias 8:1 e 8; Esdras 7:6).

A abrangência desse livro quanto as diversas regras religiosas, administrativas, jurídicas e entre outras, tinha como objetivo, proporcionar meios para a governabilidade da nação israelense. E, a maioria das normas cerimoniais encontradas nele e praticadas na liturgia mosaica visava simbolizar a Cristo e guiar o pecador até Ele; elas eram "sombras das coisas futuras" e foram cravadas na Cruz.5

Contudo, princípios e regras do Livro de Moisés derivados diretamente dos mandamentos das "Tábuas de Pedra" (Lei de Deus) permanecem, como os de Êxodo 23:1-9; Levítico 18; Levítico 19:1-4; Levítico 19:11-18, entre outras. Conservam-se as leis sobre saúde, por exemplo, as de Levítico 11; leis civis6 (observando os procedimentos legislativos e jurídicos - atuais e locais); e etc.

Vale destacar que: Apesar de Moisés ter transcrito a Lei de Deus para o livro em questão, isso não significa que ela passou a ser considerada de mesma finalidade, importância e validade com relação às demais. Ele tão somente repassara para o livro uma cópia do conteúdo das duas tábuas de pedra que estavam guardadas dentro da arca da aliança. O acesso à elas era extremamente restrito devido a santidade delas e do lugar onde estavam alojadas. E, para que a nação pudessem ter a sua disposição uma leitura fiel do conteúdo ali presente, Deus ordenara que Moisés as transcrevessem para o livro.

A enorme confusão que assola o cristianismo e mais especificamente o protestantismo com relação aos Dez Mandamentos é motivada pelo desprezo aos ensinos bíblicos que revelam esses contrastes legislativos. A falta de discernimento quanto a isso vem acarretando deturpadas interpretações bíblicas, e de maneira mais acentuada nos escritos do apóstolo Paulo.

A Bíblia relata que alguns judeus que se convertiam ao cristianismo queriam que as regras encontradas na Lei de Moisés fossem seguidas em sua totalidade. Essa situação levou Paulo a rebatê-las, tais como aquelas pertinentes a liturgia do santuário terrestre (Coríntios 3:1-18; Gálatas 2:1-21; Colossenses 2:8-23). Isso o impulsionou a dizer aos gálatas, se referindo a essas leis cerimoniais:
"Sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus" (Gálatas 2:16 cf Gálatas 3:11; Gálatas 4:8-11).
Ele repreendia o ensino de que o cerimonialismo mosaico deveria ser seguido, e, censurou-os dizendo: "Não anulo a graça de Deus; pois, se a justiça é mediante a lei, segue-se que morreu Cristo em vão" (Gálatas 2:21).

Paulo demonstrava que seguir as prescrições cerimoniais contidas na Lei de Moisés que representavam o sacrifício de Cristo na cruz, era desprezar o Seu sangue ofertado para pagar os nossos pecados; era anular a Sua graça. E, diferentemente do ocorrido nas igrejas de Corinto, Galácia e Colossos, Paulo não teve esse problema nas igrejas de Roma. Aos romanos ele exortava, referindo-se não as ordenanças contidas na Lei de Moisés, mas, aos mandamentos da Lei de Deus:
"Porque os simples ouvidores da lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados. Anulamos, pois, a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei" (Romanos 2:13; Romanos 3:31 cf Romanos 6:15).
Note a exorbitante diferença entre Romanos 2:13 e Gálatas 2:16.

E Pedro, responsável pelo Evangelho aos judeus, após ser advertido por Paulo a não permitir que esses ensinos fossem mantidos, escreveu a seguinte exortação:
"... empenhai-vos por serdes achados por Ele em paz, sem mácula e irrepreensíveis... como igualmente o nosso amado irmão Paulo vos escreveu... ao falar acerca destes assuntos, como, de fato costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas coisas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escrituras, para a própria destruição deles..." (II Pedro 3:14-18).
Outra referência que, além de evidenciar a distinção de leis nas Escrituras, revela a validade dos mandamentos da Lei de Deus e a caducidade de várias ordenanças da Lei de Moisés:
"Foi alguém chamado sendo já circunciso? Não desfaça a sua circuncisão. Foi alguém chamado sendo incircunciso? Não se circuncide. A circuncisão não significa nada, e a incircuncisão também nada é; o que importa é obedecer aos mandamentos de Deus." (I Coríntios 7:18-19) - Tradução: Nova Versão Internacional.
PECULIARIDADES DAS LEIS
A Lei de Deus, onde encontramos os dez mandamentos (Decálogo), foi escrita pelo próprio Deus e guardada dentro da arca da aliança. Sobre esta lei, Cristo declara ser ela eterna.7 Quando a Bíblia se refere as ordenanças do Livro da Lei, nota-se um tratamento diferenciado, sobre ele é dito que fora escrita por Moisés, depositado ao lado da arca da aliança e vários de seus preceitos findaram na cruz.8

Considerar que a Bíblia contém uma única lei, ou, que a palavra lei encontrada nela se refere unicamente a Lei de Moisés, é o mesmo que dizer ser a Bíblia um amontoado de contradições, e afirmar que Paulo fazia acepção de pessoas quando comparamos Romanos 2:13 com Gálatas 2:16.

Sustentar que as Escrituras possuem somente uma lei e esta findou na cruz do calvário é obrigatoriamente assumir que os Dez Mandamentos foram abolidos, e assim apoiar um dos maiores ataques criados por Satanás contra eles (Apocalipse 12:17). Dois versos bíblicos são interpretados de maneira indevida e utilizados para apoiar a infeliz ficção de que o Decálogo fora revogado:
"Tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz". (Colossenses 2:14)

"Aboliu, na Sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois criasse, em si mesmo, um novo homem, fazendo a paz." (Efésios 2:15)
O termo grego para "escrito de dívida" é "cheirographon" (χειρογραφον) e, essa palavra possui o significado de "manuscrito" e "nota manuscrita" (que alguém reconhece que recebeu como empréstimo e, que será devolvido no tempo determinadoa). "Cheirographon" deriva de "cheiropoietos" (χειροποιητος) e significa feito pelas mãos humana. A palavra "ordenanças" utilizada em Efésios 2:15 e Colossenses 2:14 provém de "dogma" (δογμα) e esta denota doutrina, decreto, regras e requerimentos da lei de Moisésb. A Bíblia esclarece de forma inquestionável que esse escrito de dívida refere-se às ordenanças (regras) que Moisés escreveu em um livro, e não ao que Deus escrevera em tábuas de pedra - tábuas do Testemunho (Êxodo 32:15).

Paulo se refere a dívida que foi gerada pelo povo israelita em decorrência do desprezo deles para com a Antiga Aliança, e que era norteada pelas ordenanças do Livro da Lei (Lei de Moisés). Isso ocasionou enorme separação entre eles e Deus; isso era extremamente prejudicial (Isaías 1:1-16; Oséias 2:10-13 cf Efésios 2:14-16).

Em Romanos 7:12, observa-se novamente as diferenças legislativas nas Escrituras, nesse verso Paulo afirma que a Lei de Deus é santa, justa e boa; declara ser ela prazerosa quando obedecida e exorta que seja observada (Romanos 7:22-23 cf Romanos 3:31; Romanos 6:15). Em contrapartida, ao se referir àqueles que estavam seguindo as ordenanças cerimoniais contidas na Lei de Moisés, Paulo repreendeu dizendo:
"Todos quantos, pois, são das obras da lei estão debaixo de maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no livro da lei, para praticá-las." (Gálatas 3:10)
Será realmente maldito aquele que obedece aos mandamentos da Lei de Deus (Decálogo)? (I João 2:1-6 cf Efésios 6:2; Eclesiastes 12:13-14).

A Bíblia demonstra que a Lei de Deus revela o pecado9, enquanto a Lei de Moisés prescrevia ofertas por causa do pecado; e elas eram apenas simbolismos de Cristo, o único que pode perdoar e removê-lo10. Outro contraste: A Lei de Deus não possui regras punitivas para os seus transgressores, tais normas penais eram encontradas na Lei de Moisés e foram seguidas, também, de forma transitória até a época de reforma.11

Antes do sacrifício de Cristo na cruz do Calvário, aquele que aceitasse o pacto da Antiga Aliança e, posteriormente, violasse as ordenanças contidas na Lei de Moisés e/ou transgredisse os mandamentos da Lei de Deus era punido de forma imediata e, em alguns casos com a morte dependendo do crime.

E, embora os procedimentos punitivos do Antigo Concerto estejam invalidados atualmente com o Novo Concerto e, o pecador não receba punição como nos tempos do ministério mosaicoc, isso não significa que a Lei de Deus (reafirmada na Nova Aliança - Hebreus 8:10-13 cf Hebreus 10:16-17) perdera valor, e que as transgressões cometidas contra ela não sofrerá a devida punição, pois, pecado continua sendo a transgressão aos seus princípios12. Quando Cristo voltar pela segunda vez, Ele retribuirá a cada um conforme as suas obras. Nada ficará impune.13

O apóstolo João declara que os Dez Mandamentos não são penosos e um coração confiante e tranquilo reflete a obediência a eles, pois Cristo capacita todo aquele que O ama a obedecê-los.14


a, b. STRONG, J. (1981). The Exhaustive Concordance of the Bible, ed. Macdonald Publishing Company. (Referências n.º 5498, 5499, 1378).
c. Sobre o Antigo e o Novo Concerto acesse: Os Ministérios da Lei de Deus

1. Salmos 1:2; Salmos 19:7; Salmos 119:1; Romanos 7:22.
2. Êxodo 20:1-17; Êxodo 31:18; Êxodo 34:1-2; Deuteronômio 5:1-22.
3. Êxodo 23; 29-30; Levítico capítulos 1-7, 21, 22; Números 31:19-21; etc.
4. Êxodo 24:1-8; Deuteronômio 31:24-26; Josué 1:8; II Crônicas 25:4; Neemias 8:1; Neemias 13:1; Daniel 9:13; Atos 15:5.
5. João 1:45 cf João 5:46; Colossenses 2:16-17 cf Efésios 2:15; Gálatas 3:23-29.
6. Deuteronômio 17:8-9; Deuteronômio 21:18-20 cf. Romanos 13:1; Tito 3:1-2; II Pedro 2:9-10.
7. Êxodo 31:18; I Reis 8:8-9; Mateus 5:17-19; Lucas 16:17 cf Malaquias 3:6; Tiago 2:11-12.
8. Deuteronômio 31:24-26; Deuteronômio 31:9; Colossenses 2:14-17; Hebreus 9:9-10 cf Hebreus 10:1.
9. Romanos 3:20; Romanos 7:7; Tiago 2:8-9; I João 3:4.
10. Hebreus 9:23-28; Hebreus 8:1-13; Hebreus 9:9-10 cf Apocalipse 13:8.
11. Colossenses 2:13-15; Hebreus 7:18-19 cf Efésios 2:14-16, Colossenses 2:14.
12. I João 3:4; Tiago 2:8-13 cf Romanos 5:12-13; Romanos 7:1; Romanos 4:15.
13. Mateus 24:29-31; II Tessalonicenses 2:7-10; Apocalipse 22:11-15; Hebreus 4:12-13.
14. I João 5:1-5; I João 3:21-24; João 14:12-26 cf II João 1:4-6; Hebreus 10:16-17.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Ser ou Estar? Eis a questão!






















“Quem é você?”
 
Para mim, essa é uma das perguntas mais difíceis de responder. Primeiro, porque quando vamos respondê-la, geralmente respondemos a uma série de outras perguntas, e no fim parece que não a respondemos. Por exemplo: “eu sou Fátima, professora, cristã, adventista, blogueira, filha, irmã, mãe, etc…”. Nesta resposta, eu respondo às seguintes perguntas: “Qual o seu nome?”, “Qual a sua profissão?”, “Qual a sua religião?”, “Que outras atividades você faz?”, “Tem irmãos?”, “É casada?”
 

O outro motivo pelo qual considero essa pergunta difícil de ser respondida é o fato de sermos dinâmicos. Nós não somos seres estáticos! Nós mudamos com o tempo, com o clima, com o lugar, com o horário do dia, com a época do ano, nas diferentes fases de nossa vida… Quando estamos sozinhos somos um, quando estamos com pessoas do sexo oposto somos diferentes. Enfim… somos passíveis de transformação, aprendemos coisas novas e nos transformamos a todo momento. Por isso, para mim, o verbo “ser” parece não ser muito aplicável ao humano!
 
E isso é fantástico! É belo! Isso nos permite acreditar na mudança, na transformação, no adaptar-se e se desadaptar. Isso nos dá condições de recomeçar quando tudo parece acabado. Essa capacidade mutante quebra paradigmas, e permite o menino pobre se tornar um homem de sucesso, e a menina com dificuldade de aprendizagem se tornar Doutora.
Atrevo-me a usar o verbo “ser”, para concluir este pensamento. Não somos revestidos por uma couraça rígida, mas por uma pele macia e flexível. Não viemos ao mundo embalados por um rótulo. Não nascemos com um Manual de Instruções. Somos tão únicos, diferentes e mutantes que um Manual de Instruções não comportaria tantas possibilidades do nosso ser. Por isso, aposto no “estar”, pois somente a capacidade de estar nos possibilita sermos vários de nós mesmos em diversos espaços e tempos – a beleza do existir!
 
 
 
Karyne, psicóloga, cristã, adventista, blogueira, filha, irmã, esposa, pianista, etc…”.http://www.jesuseapalavra.com/Jovem%20Ser%20ou%20estar%20eis%20a%20questao.html

sexta-feira, 13 de maio de 2011

LIDANDO COM A GROSSERIA


(por Marcio)

“O que guarda a sua boca preserva a sua vida; mas o que muito abre os seus lábios traz sobre si a ruína.” (Prov. 13:3)

Somos advertidos pelo sábio Salomão a evitar muitos problemas, preservando nossas vidas, se vigiarmos nossos lábios ao nos comunicarmos com os demais em todas as situações dos nossos dias.

O colunista Sydney Harris conta uma história em que acompanhava um amigo à banca de jornais. O amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas como resposta recebeu um tratamento rude e grosseiro. Pegando o jornal que foi atirado em sua direção, o amigo de Harris sorriu polidamente e desejou um bom fim de semana ao jornaleiro. Quando os dois amigos desciam pela rua, o colunista "pasmo" perguntou:- "Ele sempre te trata com tanta grosseria?"- "Sim, infelizmente é sempre assim, todo dia..."- "E você é sempre tão educado e amigável com ele?"- "Sim, sou."- "Por que, já que ele é tão grosso com você?"- "Porque não quero que ele decida como eu devo agir."

É verdade, poucos conseguem ser como o amigo de Sydney, mas uma coisa é certa: quase todos conseguem ser como o jornaleiro! Valeria a pena insultá-lo como retorno? Valeria a pena passar nervoso por alguém que não se controla? Vale a pena ser uma pessoa bruta, grossa e mal educada, como o jornaleiro?
Geralmente a pessoa grosseira tem necessidade de fazer com que as pessoas ao seu lado se sintam desconfortáveis. Seu prazer é sentir que os demais se sintam inferiores a ela. Acredita que os outros sempre devem estar à sua mercê diante das variações do seu humor.

A pergunta é: vale a pena ser assim? Vale a pena insultar? Claro que não. A não ser que queiramos que as pessoas se afastem de nós.

Certamente ao entrarmos neste jogo perigoso, corremos o risco de nos tornarmos iguais ao pior dos agressores.

Você já passou por situações parecidas? Tenho certeza que sim.

Minha sugestão é: aja e reaja polidamente. Não permita que aquele que estraga seu próprio dia, estrague o seu também. Guarda seus lábios e previna-se contra "ruínas" na sua vida, conforme o conselho do sábio Salomão por inspirção divina.

Jesus nosso maior exemplo, o maior líder de todos os tempos, reconhecido desta forma mesmo por aqueles que não são cristãos, recrutou 12 homens na sua maioria sem talento nenhum que o ajudaram a mudar o mundo, no entanto, nunca os tratou com rudeza, palavrões ou desrespeitosamente. Sua atitude com as pessoas sempre foi de gentileza, respeito e educação, sempre as deixou se sentirem amadas, mesmo elas não merecendo. Mesmo nos Seus maiores momentos de dor, nunca insultou seus agressores.

Ser amável com os demais, sejam eles merecedores ou não, é imitar o carácter de Cristo. Amabilidade genuína é uma das características dos filhos de Deus. A Bíblia diz em Colossenses 3:12 “Revestí-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de coração compassivo, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade.”
REFLEXÃO: “A vossa palavra seja sempre com graça, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um.” (Col. 4:6).
http://meditandoemjesus.blogspot.com/2009/02/lidando-com-grosseria.html

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Toque de amor


Um estudo publicado por cientistas da universidade canadense McGill University School of Nursing afirma que o contato direto com a pele da mãe pode ajudar bebês prematuros a se recuperarem mais rapidamente de dores. O levantamento mostrou que os bebês que estiveram em contato com as mães se recuperaram da dor em um minuto e meio, enquanto os prematuros que estavam em incubadoras sofreram por mais de três minutos.

Esse contato entre peles não é benéfico apenas para os prematuros. “Estudos recentes mostram que o corpo da mulher ajuda a manter o bebê adequadamente aquecido, deixando-o mais calmo e com freqüências respiratórias mais estáveis”, explica o pediatra Marcus Renato de Carvalho, da Clínica Interdisciplinar de Apoio à Amamentação, no Rio de Janeiro.

Certamente que essa interação benéfica entre mãe e filho foi projetada pelo Criador. Por isso, não é à toa que a Bíblia compare o amor de Deus ao amor de mãe. Se enfrentar a dor se torna mais fácil nos braços da mãe, melhor ainda é contar com os braços do Pai quando estamos passando por algum problema.

Michelson Borges é jornalista, membro da Sociedade Criacionista Brasileira (www.scb.org.br) e autor dos livros A História da Vida e Por Que Creio (www.cpb.com.br).

O milagre da vida


Ao longo da História – e especialmente em nossos dias – o sexo foi tão banalizado que poucos vêem a sublime união de dois seres como um dom divino. O ato de gerar uma vida através do encontro dos gametas masculino e feminino é fruto de uma engenharia além de nossa imaginação.

Como teriam se desenvolvido ao longo das eras e por processos casuais os complexos mecanismos da reprodução?

Existe um paradoxo que sempre intrigou os pesquisadores: os seres vivos gastam um tempo precioso em busca de um parceiro e, quando o encontram, muitas vezes precisam proteger o “achado” de rivais. Mas, mesmo quando todo o esforço vale a pena, no caso individual ou da espécie, o sexo como forma de reprodução perde de longe para a reprodução assexuada. É pura matemática: enquanto cada indivíduo assexuado é capaz de ter um filho, na reprodução sexuada são necessários dois indivíduos. O resultado é que, desconhecendo o sexo, uma espécie pode se reproduzir duas vezes mais depressa. Como uma lei biológica elementar faz com que qualquer espécie tenda a propagar o seu estoque genético ao máximo – isto é, mediante o nascimento do maior número possível de indivíduos – então o certo seria antes só do que acompanhado.

Mas não é isso o que se observa na natureza e aí está o paradoxo: apenas a minoria de 15 mil espécies animais, das cerca de 2 milhões existentes no planeta, “prefere” se reproduzir assexuadamente, ou seja, crescendo e se dividindo. Talvez alguns respondam que os animais “preferiram” a reprodução sexuada pois, assim, é possível embaralhar as características maternas e paternas, criando em uma mesma espécie seres geneticamente diversificados e, portanto, com maiores chances de sobreviver.

Na verdade, o sistema nervoso de todo animal já nasce programado para o sexo. Como uma espécie de seguro adicional, os genes ainda fazem com que certas glândulas jorrem hormônios, que desencadeiam o desejo, a atração sexual. Amar, de certo modo, é ter reações químicas em cascata. No caso da espécie humana, quatro milhões de receptores na pele podem captar os estímulos recebidos e enviar a mensagem do prazer ao cérebro. Como se pode perceber, é outro tipo de sistema perfeitamente ajustado e planejado, cuja perfeição deveria existir desde o início.

Se o ato conjugal é algo biologicamente maravilhoso, o que dizer da concepção e da gestação? Uma única célula ovo, formada pela união do espermatozóide com o óvulo, passa a se multiplicar e a se diferenciar, dando origem a células diferentes que farão parte de tecidos e órgãos especializados.

É interessante como Jó descreveu esse processo: “Não me derramaste como leite e não me coalhaste como queijo? De pele e carne me vestiste e de ossos e tendões me entreteceste” (Jó 10:10 e 11). E o rei Davi, mil anos antes de Cristo, também ficou fascinado com a formação de um ser humano: “Pois Tu formaste o meu interior. Tu me teceste no seio de minha mãe. Graças Te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste; as Tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem; os meus ossos não Te foram encobertos, quando no oculto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra. Os Teus olhos me viram a substância ainda informe, e no Teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda” (Sal. 139:13-16).
Michelson Borges é jornalista, membro da Sociedade Criacionista Brasileira (www.scb.org.br) e autor dos livros A História da Vida e Por Que Creio (www.cpb.com.br).

terça-feira, 26 de abril de 2011

Não Leia!



“Pessoas são o bem mais precioso de tudo aquilo que temos”
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ATENÇÃO! Se você não costuma sentir saudades, vai por mim: procure outro canto e pare de ler isso aqui. Este texto não é pra gente como você!
Agora, se seu coração, vez por outra, sente aquela fome estranha satisfeita somente ao rever quem alimenta sua vida com amor, siga em frente comigo. Pois fiquei 15 dias fora de casa e não aguento mais tanta vontade de voltar pra quem torna meu viver uma aventura maravilhosa. Este desejo subjuga minha razão a serviço da emoção. E que única palavra é capaz de resumir isso tudo? SAUDADE.
Vem cá, quando foi a última vez que ela lhe envolveu de verdade? Aquela saudade silenciosa que aperta sem mãos, e dói mesmo sem ferir? Confesso que não é fácil pro homem de hoje, revestido do verniz profissional-batalhador, reconhecer esta sensação. Até porque sentimento não é calculável, muito menos previsível, e isso nos assusta feito ameaça nuclear.
A questão é que desde quando “a paternidade não bateu na porta, mas dissolveu por completo minhas paredes”, tenho lidado com emoções bem distintas: viajo com vontade de voltar, falo bastante fazendo tudo pra escutar um serzinho, conheço lugares querendo retornar com outra companhia, fico em hotéis sentindo falta das fraldas pelo chão… Vai me dizer se não é estranho? Homenzão com fotinho 3X4 na carteira? Chefe sendo mandado por um metro de gente? O telefonema mais importante ter grunhidos ao invés dos resultados de metas? Isso aí! Viajar virou um impaciente espaço separando meu mundo encantado em dois momentos: passado embalado de lembranças e futuro aguardando o retorno.
A saudade, pra mim, é uma evidência de que a memória humana age sustentada pelas emoções dos relacionamentos. Podemos ser frios, calculistas, binários, negociantes e imparciais, no entanto, ficar longe de quem aprendemos amar é levar uma rasteira capaz de neutralizar todo o resto. Pra mim, quanto mais o tempo passa longe de quem amo, menos completo eu me sinto vendo-me aquém da felicidade um dia experimentada. E alguém deveria tentar tolamente ignorar este alerta de que tem gente esperando pela gente? De como fomos feitos cúmplices pra vencer o isolamento? Acredito na falta presencial que me propulsiona ansiar voltar logo pra casa. E minha filha é a prova soberba da verdade infalível: pessoas são o bem mais precioso de tudo aquilo que temos.
O problema existencial da vida humana é que bagunçamos tudo isso. Passamos a supervalorizar as conquistas menosprezando os conquistados. Tem homem gastando mais tempo preocupado com sua posição na companhia do que com aqueles que lhe farão a verdadeira companhia na aposentadoria. Infelizmente, alguns se especializam na arte consumista de “correr atrás do vento” e largam de lado o privilégio “da brisa batendo na face” de mãos dadas com alguém. Viajam for business pra ganhar mais, no entanto, se não cuidar, gastam mais depois no buraco emocional que a distância só piora. E isso é um alerta, ok? Não uma sentença de morte. Eu também viajo, mas, ao voltar pros braços que mais amo, confirmo o quanto tenho minhas âncoras bem firmadas noutros dois corações: minha esposa e filha.
Pra quê querer mais? (Só se for pra aumentar a prole!) No entanto, não poucas vezes me distraio daquilo que move a essência humana: tudo o que fazemos, compramos e sonhamos sempre inclui pessoas junto – ou pra ficar junto. E enquanto voo à caminho do meu ninho reconheço quanto tempo já perdi com coisas pequenas, discussões tolas e mesquinhez covarde. E tolices de outros desfilam por aí:
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- Ser o tipo de gente que vira bicho se não der a última palavra;
- Dizer NÃO pra tudo e todos só pra mostrar “quem manda no barraco”;
- Entrar em colapso se receber alguma crítica;
- Tornar-se implacável exatamente com aqueles que lhe amam cheios de misericórdia;
- Ver no perdão um gesto de fraqueza e no esquecimento uma síndrome de burrice;
- Não ter mais tempo pra ouvir quem um dia sussurrou no seu pé do seu ouvido;
- Ler isso aqui na defensiva, dizendo: “que bom que nunca fui nem serei assim!
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(… tempo pra pensar…  …)
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Ah! E o que dizer do “estilo manda-chuva” que transforma a vida dos que lhe rodeiam numa tempestade? Aquele cuja autoridade só lhe torna mais cego e desumano? Não se engane: todo ditador é um medroso enrustido. Chega a ser patético ver um megalomaníaco pisando em quem pode lhe encarar à mesma altura. Liderar pessoas é uma coisa, vociferar numa trincheira de robôs é outra – e existe só até uma força maior silenciar a repressão. É uma lei: quem teme a própria sombra com insegurança um dia será devorado ferozmente pela falta indomável ao ter afastado todos de perto.
Eu escolho a saudade domesticada. Mesmo “aos trancos e barrancos” de minha personalidade eternamente aprendiz, vejo a importância ilimitada de me arriscar nas alturas imprevisíveis do amor – e daqueles que me amam. Esta saudade pura é absurdamente oposta à saudade pelo medo. E quer saber? Eu já me re-matriculei inúmeras vezes na alfabetização dos relacionamentos construtivos. Repito de lição como minha filha não consegue comer sem esparramar arroz pelo chão. Mas sigo em frente vendo que pelas estradas ilógicas dos amantes “quem só ganha, às vezes, perde; e quem perde, muitas vezes, ganha.”
Neste momento de melancolia também me lembro da promessa de um Outro Saudoso: “e quando eu for (…) voltarei e vos levarei para mim mesmo – pra que onde Eu estiver estejais vós também” (João 14:3). Absurdamente impensável e sobrenaturalmente irreversível! Entendeu bem? Deus também sente saudade da gente. Seu amor apaixonado por Suas criaturinhas é tão incrível quanto o preço pago ali na Cruz pra encurtar, de uma vez por todas, a enorme distância do pecado. É maravilhoso! Isso é lindo demais, e ficou ainda mais real depois de eu ver pelo Skype a minha coisinha fofa numa webcam, dizendo: “papáái, óólta!” Eu sei que ela repete as palavras ditadas por outra “dona do meu mundo” cujo colo onde está lhe serviu pra amamentar tantas vezes. Ambas compõem a imagem quase perfeita – em primeiro plano, uma que ainda nem sabe do que o amor é capaz de gerar. E no plano logo atrás, um pouco mais desfocada, aquela que consegue mostrar pra mim o quanto sou incompleto sozinho.
Esta imagem um dia será perfeita? Sem dúvida, e logo! Será mais um momento pleno da minha vida – e bom demais! – quando meus braços, finalmente ali, envolverem por detrás as duas ao mesmo tempo. Vou congelar a imagem, de olhos bem fechados, apertar forte tudo o que tenho de mais importante pra mim. E reconhecerei ser mais um daqueles recados abençoados do Pai do Céu de que a minha saudade satisfeita é um mero prenúncio daquela outra saudade, ainda maior, a ser satisfeita por Ele – em toda a eternidade.
E muito logo!
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Blog Pai Coruja

sexta-feira, 18 de março de 2011

Ser e ter, frágil laço.



        Mente finita, vida curta, assim é a passagem do homem pela terra. Nesse pouco tempo (veloz) que tem para construir sua história, 70 anos em média, tenta de várias maneiras, fazer o melhor. Na verdade “ser” o melhor. Tantos louros a conquistar... Formação escolar, bom trabalho, boa casa e o consumismo, são metas primárias, urgentes, até mais importantes que a vida.
        Como explicar a essa criatura, feita à imagem de Deus, que ela precisa de algo mais? Ter e ser são “antônimos”, mas têm a mesma conjugação, são unidos por frágeis laços, que se rompem quando o ter supera o ser.
        Chegar ao topo não significa nada, se seu coração for fútil e vaidoso, se sua beleza é o adorno exterior, ou os seus louros conquistados. Essas prioridades o farão infeliz, pois, os aplausos envaidecem, mas não alimentam espiritualmente. O homem continuará sendo só o homem, mortal, efêmero e infelizmente vazio. Essa saudade, esse vazio, só será preenchido com algo maior, eterno, o amor “ágape” que transcende e explica tudo. O lema de um clube filantrópico anuncia: “Dar de si sem pensar em si”, louvável, onde meras criaturas, brincam de ser Criador, ao invés de seguir os passos dEle.

Fatinha Gregório

terça-feira, 8 de março de 2011

“Admirar o sexo oposto é tornar-se admirável”

Próximo ao Dia da Mulher, decidi escrever sobre o homem. Esta raça aí mesmo! De contrastes tão visíveis quanto misteriosos, uma tribo terráquea onde todos querem ser caciques, e feito um pelotão maciço de futebol americano que se protege pra vencer, mas, se der chance, saem todos alucinados pra agarrar a bola primeiro. Vai entender nós, os homens! Não podemos chorar, nem fraquejar, estrangulamos o pescoço engravatados, sentimos toneladas sobre os ombros e ostentamos uma onipotência que nos exila de qualquer ato mais sensível. E, quer saber? Ai de qualquer um que ouse desabafar demais ou reconhecer um ato falho de limitação! – a Corte Marcial Global dos Machos degola qualquer candidato que quebrar o paradigma da insensibilidade. Afinal, fomos feitos pra lutar, guerrear, competir, conquistar, defender, segurar, impressionar e, se der tempo, enxugar as lágrimas – delas! Ponto final. O único problema é quando a miragem se desfaz e o deserto da imperfeição nos obriga a cair na real.
Daí eu me pergunto, por que um dia delas se, nem de longe, os outros dias são deles? Quem disse que um dia pra homenageá-las paga nossa dívida de não conseguirmos segurar as pontas sozinhos pelo resto do ano? Ter uma data especial pode parecer mais um favor feito no tolo ringue da Guerra dos Sexos – onde o “cromossomo frágil” recebe uma gorjeta. Calma lá, não me fuzilem ainda! Apenas parei pra refletir se este momento não pode soar mero aplauso pra desencargo de consciência, como se uma minoria enfraquecida carecesse de um agradinho sazonal. Mas as mulheres são a maioria! São fortalezas dando a luz, seu limiar de dor põe o nosso “no chinelo”, decifram o imperceptível, e ainda fazem tudo ao mesmo tempo. Podem me guilhotinar, mas do jeito que também somos indecifráveis mereceríamos um dia pra reconhecer a importância de não sermos todo-poderosos. Um Dia do Homem provaria pro Universo que também percebemos ser minoria, sofrer injustiças, e esperar por um certo reconhecimento.
A esta altura você deve estar coçando a cabeça ou esmurrando o computador, mas vamos divagar um pouco mais? Se lá no Eden toda a estratégia maquiavélica foi investida na tentação sobre Eva, o que foi necessário para Adão ir junto? Só uma boca-de-urna feminina – nada mais (Genesis 3). O homem mais forte do mundo faria Rambo, Hulk e Thor amolecerem, mas quem arrancou de Sansão o segredo ultra-secreto de seus poderes heroicos? Um sussurro sedutor ao pé do ouvido (Juízes 16). E quem impressionou o Mestre dos mestres com a maior aula de insistência, perseverança e sabedoria? Uma dama que, fazendo um trocadilho com as palavras “cachorrinhos”, “migalhas” e “mesa”, conseguiu a cura desejada (Mateus 15:27). E a viúva de Sarepta (1 Reis 17), que deu toda a comida que tinha, acreditando que receberia muito mais do que queria? E por aí vai… longe!
Por isso relevo aqui a importância da imparcialidade. Somos os leões da floresta, mas são as leoas que saem pra caçar. Quem disse que não temos lutas masculinas por detrás do pôster de Mister Universo? E o Dia da Mulher é um chamado mundial à reflexão desarmada de que todos buscamos superar nossas carências. Se a mulher precisa ser protegida por fora, o homem também precisa ser amparado por dentro. Elas merecem um banho de rosas perfumando sua auto-estima, e eles esperam uma brisa de paz refrescando o suor de sua auto-cobrança. Se elas assumem sua fragilidade tornando-se mais fortes, nós deveríamos reduzir nossa infalibilidade ficando mais tranquilos. O perfeccionismo austero masculino se debruça admirador nato perante a singela humildade feminina. Obcecados por acertar, muitas vezes nos cobramos demais enquanto elas, resignadas em servir, superam-se cada vez mais.
Entende por que eu defendo esta bandeira? O Dia do Homem seria prova irrefutável de que não somos, nem deveríamos ser, o centro das atenções. E não porque somos melhores, mas exatamente por não sermos melhores. Então, sou arrebatado por pensamentos intrigantes: a divindade em pele humana nascendo de uma virgem (Lucas 1:27); o Salvador chamando a Nova Jerusalém de noiva (Apocalipse 21:2); ou Cristo ilustrando sua Igreja de mulher (Apocalipse 12:17). Consegue perceber? O gênero feminino é pinçado cuidadosamente por Deus pra revestir a saga do Plano da Redenção de profundo significado. O Criador sabe o potencial incrível de ambos os lados.
Não dá pra fugir desta verdade poderosa: admirar o sexo oposto é tornar-se admirável. A elegância romântica não enfraquece os bíceps, mas tonifica o poder de influência. Querer uma data masculina não é reivindicar a mesma glória, é descer um pouco do salto (de sapatos Democrata!). Enquanto isso, elas avançam silenciosas. Com aquele sorriso maroto, envolto numa piscada tímida ao receber um buquê de rosas no seu dia – sem precisar dizer por aí o que todos já sabem – que os outros dias também são seus. E se isso ferve em você como uma ameaça alienígena de seres perigosos usando Victoria´s Secret, tome cuidado! Mulher não tem tempo pra ser mãe, profissional, cônjuge, dona de casa, educadora, estudante, vaidosa, saudável, atraente, competente, ombro amigo, muro de lamentações e, além disso tudo, preocupar-se com a arregimentação de uma mega-estratégia-inter-galáctica-ultra-sigilosa para dominar o Universo Masculino. Que tolice! Valorizá-las é provar o quanto precisamos delas de dia – e de noite! Assim, volto à ideia do Dia do Homem! Só pra equalizar as coisas. Pra colocar-nos no mesmo nível de excelência. E, lá no fundo, pra escancarar a realidade: se elas receberam um dia pra provar que são mais do que parecem, eles teriam seu dia pra reconhecer que são menos do que aparentam.
E ao final de tudo isso? Seguiríamos juntos, de mãos dadas e egos entrelaçados, curtindo a delícia de viver “de igual pra igual”, mergulhados nas infinitas diferenças que nos tornariam eternamente cúmplices. “No Senhor, todavia, nem a mulher é independente do homem, nem o homem, independente da mulher” (1 Coríntios 11:11). Isso aí! O que Deus uniu, que não separem os estereótipos. Um precisa do outro, e juntos precisam descobrir onde a felicidade desponta. Posso ser um iludido em extinção acreditando nos relacionamentos – mas prefiro ser conhecido por crer nos clichês improváveis do que me render à pressão das maiorias solitárias. Neste mês de homenagem a elas, espero que eles se superem homenageando-as pelo resto do ano também. E nestes dias especiais – de todos os dias ainda mais especiais – viver será emocionante, e conviver, um presente do Céu abençoando ambos os sexos.
Mas só pra não revolucionar demais… Feliz Dia da Mulher! Vocês fazem a gente descer do trono.
Que trono, ué?!
Texto enviado pelo Pr. Odailson Fonseca. Ele é autor do Blog paicoruja.eu e diretor da TV Novo Tempo.



sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Desvendando o Apocalipse - Capítulo 1


A Bíblia é um livro que deve ser estudado com a mente aberta e o coração puro e receptivo. O Apocalipse é um livro que utiliza muitos símbolos, porém, todos eles são explicados pela própria Palavra de Deus. Para compreender o Apocalipse é preciso ter em mente que ele é um resumo de toda a Bíblia. Portanto, para entendê-lo é preciso consultar o Antigo Testamento, inclusive o livro profético de Daniel, e também o Novo Testamento.

Eis aqui uma pequena tabela de conversão dos símbolos usados no Apocalipse, para você usar toda vez que lê-los no livro profético:

Animal = rei ou Reino (Daniel 7:17, 17 e 23)
Mulher = igreja (Efésios 5:23 e 32)
Água = povos (Apocalipse 17:15)
1 dia = 1 ano (Ezequiel 4:6 e 7; Números 14:34)
Ventos = guerras (Jeremias 51:1-5)
Chifres = poder, rei ou reino (Apocalipse 17:12; Daniel 8:21 e 22; 7:14)
Tempos = anos (Daniel 11:13)
Dragão = diabo (Apocalipse 12:9)
Cordeiro = Jesus Cristo (João 1:29)
Cauda = falso profeta (Isaías 9:15)
Estrelas = mensageiros (Apocalipse 12:4 [anjos]; Daniel 12:3 [pregadores])
Apocalipse = revelação (Apocalipse 1:1)

Apocalipse 1:1 a 3: "Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus Lhe deu, para mostrar aos Seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo Seu anjo as enviou, e as notificou a João Seu servo. O qual testificou da palavra de Deus, e do testemunho de Jesus Cristo, e de tudo o que tem visto. Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo."

Revelação de quem? Deus deu a Jesus Cristo uma revelação. O Senhor então entregou a mensagem ao anjo Gabriel e este notificou ao servo João. Essa foi à ordem dos acontecimentos.

Para quem? Seus servos. O que é um servo? É alguém que serve a um senhor. Gostaria de enfatizar a importância dessa passagem. O próprio Deus deu a revelação para Jesus, para que através de Gabriel chegasse a João, o qual foi escolhido para transmitir a mensagem a mim e a você. Fica claro que essa mensagem é para uma categoria especial de pessoas. São eles os servos de Deus. Portanto, não importa se você é rico ou pobre, se é ignorante no assunto, culto, inteligente. Você não terá dificuldade em compreender esse livro se realmente tiver um coração receptivo e for um servo de Deus. A revelação é para você.

Revelação sobre o quê? João foi escolhido por Deus para mostrar aos Seus servos as coisas que brevemente devem acontecer.

Apocalipse 1:2: "O qual testificou da palavra de Deus, e do testemunho de Jesus Cristo, e de tudo o que tem visto." Essa passagem confirma porque João, com 85 anos, foi escolhido para escrever o livro. Ele escreveu sobre tudo aquilo que viu.

Apocalipse 1:3: "Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo." Creio que essa seja uma das poucas, senão a única passagem bíblica em que é oferecida uma benção tríplice. Os versos também mostram que existem três estágios espirituais para todo o servo que queira conhecer as revelações do Apocalipse.

Primeiro nível: aqueles que lêem – são os servos que lêem a Palavra, a conhecem, dedicam tempo para seu estudo.

Segundo nível: aqueles que ouvem – são os servos que se permitem ficar em silêncio para ouvir a voz de Deus falar-lhes ao coração.

Terceiro nível: aqueles que guardam – são os que já leram, já ouviram e agora praticam o que aprenderam na vida.

Apocalipse 1:4-6: "João, às sete igrejas que estão na Ásia: Graça e paz seja convosco da parte daquele que é, e que era, e que há de vir, e dos sete espíritos que estão diante do Seu trono. E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dentre os mortos e o príncipe dos reis da terra. Àquele que nos amou, e em Seu sangue nos lavou dos nossos pecados. E nos fez reis e sacerdotes para Deus e Seu Pai; a Ele glória e poder para todo o sempre. Amém."

Confirmação da Santa Trindade Divina saudando o povo de Deus. Quem são os sete espíritos que estão diante do trono? Sabemos que o número sete, na Bíblia, representa a perfeição divina, a plenitude. Aqui o sete é usado de maneira simbólica.

Sete = número simbólico que representa a perfeição.
Espíritos = Espírito Santo de Deus.

O verso declara Jesus como o primogênito dentre os mortos. A referência é para afirmar que Jesus foi a pessoa mais importante que já experimentou a morte.

Apocalipse 1:7: "Eis que vem com as nuvens, e todo o olho O verá, até os mesmos que O traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre Ele. Sim. Amém." Primeira promessa em Apocalipse sobre a volta de Jesus. Indicação de como será Sua vinda. Afirmação de que todas as pessoas que estiverem vivas O verão. Também ressuscitarão no dia da volta do Senhor aqueles que O transpassaram (todos que tiveram participação direta ou indiretamente em Sua morte). Os mortos em Cristo também se levantarão dos túmulos para presenciar Sua volta.

Apocalipse 1:8: "Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso." Alfa é a primeira letra do alfabeto grego, ômega a última. Isso quer dizer que Deus Se intitulou como sendo o início e o fim de tudo. Que promessa maravilhosa Deus faz aqui; que esperança é saber que por maior que sejam os problemas pelos quais passamos ou vamos enfrentar, eles têm uma data certa para acabar.

Apocalipse 1:9: "Eu, João, que também sou vosso irmão, e companheiro na aflição, e no reino, e paciência de Jesus Cristo, estava na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de Deus, e pelo testemunho de Jesus Cristo."

João confessa que é nosso irmão, que foi como um de nós, cheio de problemas e provações. Aliás, ele estava preso e isolado aos 85 anos na ilha de Patmos justamente por causa da Palavra de Deus. Ele, que andava com Jesus, que foi chamado de apóstolo amado, não foi poupado das injustiças deste mundo. Muitos acreditam que seguir a Jesus é assinar uma "apólice de seguro", porém, aqui fica claro que mesmo João foi alvo de injustiças e provações. Porém, ele seguiu em frente, olhando para o alto, pois sabia que havia de cumprir o propósito pelo qual fora criado.

Apocalipse 1:10: "João diz: Eu fui arrebatado no Espírito no dia do Senhor, e ouvi detrás de mim uma grande voz, como de trombeta."

A real explicação para essa afirmação é que em momento de revelação, o Espírito Santo de Deus levou a mente de João para um estado onde pudesse compreender a visão e a mensagem que iria receber. Sua "alma" não saiu do seu corpo e foi para algum lugar do "além". Não. A Bíblia é enfática em afirmar que a vida (alma) não existe se corpo e espírito (fôlego) não estiverem juntos. O Espírito Santo impressionou a mente do apóstolo a fim de que ele pudesse ver.

João disse que sua visão foi no dia do Senhor. Eis apenas algumas das diversas passagens bíblicas que afirmam que dia é esse:

Isaías 58:12-14: "E os que de ti procederem edificarão as antigas ruínas; e levantarás os fundamentos de geração em geração; e chamar-te-ão reparador das roturas, e restaurador de veredas para morar. Se desviares o teu pé do sábado, de fazeres a tua vontade no Meu santo dia, e chamares ao sábado deleitoso, e o santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, nem pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falares as tuas próprias palavras. Então te deleitarás no Senhor, e te farei cavalgar sobre as alturas da terra, e te sustentarei com a herança de teu pai Jacó; porque a boca do Senhor o disse."

Êxodo 20:10 e 11: "Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou."

Lucas 4:16: "Chegando a Nazaré, onde fora criado, [Jesus] entrou na sinagoga no dia de sábado, segundo o Seu costume, e levantou-Se para ler." Enquanto Cristo viveu na Terra, guardou e santificou o sábado, o dia do Senhor.

Apocalipse 1:10-14: "E ouvi detrás de mim uma grande voz, como de trombeta. Que dizia: Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o derradeiro; e o que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas que estão na Ásia: a Éfeso, e a Esmirna, e a Pérgamo, e a Tiatira, e a Sardes, e a Filadélfia, e a Laodicéia. E virei-me para ver quem falava comigo. E, virando-me, vi sete castiçais de ouro; E no meio dos sete castiçais um semelhante ao Filho do homem, vestido até aos pés de uma roupa comprida, e cingido pelos peitos com um cinto de ouro."

João viveu com Jesus durante anos. Tinha um íntimo relacionamento com o Senhor. Por que, então, o verso menciona que ele precisou se virar para ver quem falava com ele?

Jesus esteve na terra como homem, assim como João. O apóstolo não O reconheceu de imediato porque a voz de Jesus havia mudado. Jesus apareceu a João glorificado, como o próprio Deus. Com uma voz cheia de poder.

Que sete igrejas são essas? Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia representam os períodos e fases pelas quais a igreja de Deus passou na Terra, desde a crucificação de Jesus e a morte dos apóstolos.

O que são os sete castiçais de ouro? Um símbolo usado para descrever as sete igrejas. "O mistério dos sete castiçais de ouro que viste, são as sete igrejas" (Ap 1:20).

O texto trata da primeira revelação que João teve. E sua tradução é a seguinte: João ouviu Jesus falando com ele, afirmando ser o início e o fim. Jesus deu ordem para que João escrevesse tudo aquilo que visse e então mandasse para as sete igrejas, ou seja, para todos os períodos da igreja de Deus na Terra. João disse que, ao se virar, viu sete castiçais de ouro, ou seja, as sete igrejas. E no meio desses períodos, um em especial que refletia o caráter de Jesus Cristo.

Apocalipse 1:13-15: "No meio dos sete castiçais um semelhante ao Filho do homem, vestido até aos pés de uma roupa comprida, e cingido pelos peitos com um cinto de ouro. E a Sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve, e os Seus olhos como chama de fogo. E os Seus pés, semelhantes a latão reluzente, como se tivessem sido refinados numa fornalha, e a Sua voz como a voz de muitas águas."

As vestes usadas por Jesus eram as mesmas que os sacerdotes do Antigo Testamento usavam quando estavam oficiando no santuário. O relato da descrição das roupas deixa claro que assim como existia um santuário terrestre, existe também o celestial, no qual Jesus está ministrando como sacerdote.

Voz de muitas águas = voz como de grande multidão.

Apocalipse 1:16: "E ele tinha na Sua destra sete estrelas; e da Sua boca saía uma aguda espada de dois fios; e o Seu rosto era como o sol, quando na sua força resplandece."

Sete estrelas = "O mistério das sete estrelas que viste na minha destra são os anjos das sete igrejas" (Ap 1:20). Mensageiros das Igrejas. O recado aqui é para os dirigentes de igrejas quanto à responsabilidade de pregar a Palavra de Deus. Jesus tem em Sua mão direita os mensageiros da Sua Palavra e os sustenta com ela.

O que é a espada aguda de dois fios que saia da boca de Jesus? "Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração" (Hb 4:12).

Logo, o significado do verso é o seguinte: Jesus sustenta em Sua mão direita os mensageiros de Sua Palavra; de Sua boca sai toda palavra de Deus que é tão penetrante que, quando temos um coração receptivo, entra no íntimo da nossa mente e é capaz de mudar as intenções do coração.

Apocalipse 1:17 e 18: "E eu, quando vi, caí a Seus pés como morto; e Ele pôs sobre mim a Sua destra, dizendo-me: Não temas; Eu sou o primeiro e o último. E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno."

Todo e qualquer ser humano, no estado de pecador, não pode ver a Deus. Com João não foi diferente. Não conseguia enxergar a glória de Deus e então desmaiou. Mas Jesus o levantou com Sua mão direita e disse-lhe: "Não temas, Eu sou o primeiro e o último." Jesus também Se refere a Si como aquele que morreu, mas que hoje está vivo para todo o sempre. Jesus é o único que tem a chave da morte e das sepulturas (heb. inferno); só Ele pode dar vida aos mortos.

Apocalipse 1:19: "Escreve as coisas que tens visto, e as que são, e as que depois destas hão de acontecer."

Jesus chama a atenção de João para que ele continue escrevendo tudo que diante dele tem se revelado, pois é chegada a hora de mostrar a todos os servos de Deus tudo o que há de acontecer. Para que ninguém seja enganado.

Apocalipse 1:20: "O mistério das sete estrelas, que viste na minha destra, e dos sete castiçais de ouro. As sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais, que viste, são as sete igrejas."

O capítulo termina com Jesus revelando o significado das sete estrelas e dos sete castiçais.

(Texto do jornalista Graciela Érika Rodrigues, inspirado na palestra do advogado Mauro Braga)

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Desvendando o Apocalipse - Introdução


Este estudo tem o objetivo de apresentar as verdades contidas no livro do Apocalipse de maneira direta e simples. Está livre de interpretações pessoais ou de alguma denominação religiosa. A Bíblia e a própria história da humanidade são as únicas fontes usadas nos textos.

É muito comum vermos a imprensa de todo o mundo, pessoas cultas e formadores de opinião insistirem em afirmar que o Apocalipse (último livro da seleção do cânon bíblico, escrito pelo apóstolo João) é algo ligado a grandes catástrofes, calamidades e fim do mundo. Mas você já parou para pensar qual é o verdadeiro significado dessa palavra?

"Apocalipse" significa, em grego, "revelação". As perguntas são: Revelação de quem? Para quem? E sobre o quê? Peço que você pare um pouco e reflita sobre essas três questões. Voltarei a elas posteriormente.

Antes de começar a mostrar o que a Bíblia fala sobre esse livro, convido-o(a) a participar de um breve, porém crucial histórico do autor, o apóstolo João.

Por que João foi escolhido para escrever o Apocalipse? João tinha 85 anos quando começou a escrever o livro. Estava preso e isolado em Patmos, uma ilha árida e rochosa no mar Egeu, na Grécia, escolhida pelo governo romano para banimento de criminosos.

João tinha 17 anos quando viu Jesus pela primeira vez. Mateus 4:18 a 21: "E Jesus, andando junto ao mar da Galiléia, viu a dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, os quais lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores. E disse-lhes: Vinde após Mim, e Eu vos farei pescadores de homens. Então eles, deixando logo as redes seguiram-No. E, adiantando-Se dali, viu outros dois irmãos, Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, num barco com seu pai, Zebedeu, consertando as redes. Chamou-os; eles, deixando imediatamente o barco e seu pai, seguiram-No."

Os irmãos Tiago e João eram pescadores e estavam consertando o barco do pai, provavelmente para saírem em mais uma viagem ao mar. Porém, quando ouviram o chamado de Jesus para O acompanharem, largaram tudo e O seguiram.

Os relatos bíblicos seguintes confirmam que João esteve presente nos momentos mais importantes da vida de Jesus.
João foi consultado sobre o desaparecimento do corpo de Jesus. João 20:1 e 2: "E no primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu a pedra tirada do sepulcro. Correu, pois, e foi a Simão Pedro, e ao outro discípulo, a quem Jesus amava, e disse-lhes: Levaram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram." João fala dele mesmo na terceira pessoa, usando as palavras "a quem Jesus amava".

João estava presente quando Jesus ressuscitou a filha de Jairo. Lucas 8:49 a 51: "Estando Ele ainda falando, chegou um dos príncipes da sinagoga, dizendo: A tua filha já está morta, não incomodes o Mestre. Jesus, porém, ouvindo-o, respondeu-lhe, dizendo: Não temas; crê somente, e será salva. E, entrando em casa, a ninguém deixou entrar, senão a Pedro, e a Tiago, e a João, e ao pai e a mãe da menina."

João foi um dos escolhidos para subir ao monte com Jesus onde contemplou Sua transfiguração. Mateus 17:1 e 2: "Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os conduziu em particular a um alto monte. E transfigurou-Se diante deles; e o Seu rosto resplandeceu como o sol, e as Suas vestes se tornaram brancas como a luz."

João foi levado junto ao Getsêmani enquanto Jesus orava. Mateus 26:36 e 37: "Então chegou Jesus com eles a um lugar chamado Getsêmani, e disse a Seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto vou além orar. E, levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-Se e a angustiar-Se muito."

João estava presente no momento em que Jesus era julgado na corte. João 18:15 e 16: "E Simão Pedro e outro discípulo seguiam a Jesus. E este discípulo era conhecido do sumo sacerdote, e entrou com Jesus na sala do sumo sacerdote. E Pedro estava na parte de fora, à porta. Saiu então o outro discípulo que era conhecido do sumo sacerdote, e falou à porteira, levando Pedro para dentro."

João estava aos pés da cruz quando Jesus foi crucificado. João 19:25 a 27: "E junto à cruz de Jesus estava Sua mãe, e a irmã de Sua mãe, Maria mulher de Clopas, e Maria Madalena. Ora Jesus, vendo ali Sua mãe, e que o discípulo a quem Ele amava estava presente, disse a Sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde àquela hora o discípulo a recebeu em sua casa."

Não foi por acaso que João foi chamado de o apóstolo amado. Ele esteve presente nos momentos mais importantes da vida de Jesus. Estava sendo preparado para algo muito maior.

Ele não era um homem perfeito. Amava a Deus de todo o coração, mas tinha uma personalidade forte. A própria Bíblia se refere a isto em Marcos 3:17?: "E a Tiago, filho de Zebedeu, e a João, irmão de Tiago, aos quais pôs o nome de Boanerges, que significa Filhos do trovão." Apesar de ser uma pessoa difícil, talvez até explosivo, João sempre odiou as injustiças do Império Romano.

João 13:33: "Filhinhos, ainda por um pouco estou [Jesus] convosco. Vós Me buscareis, mas, como tenho dito aos judeus: Para onde Eu vou não podeis vós ir; Eu vo-lo digo também agora." O momento era a Santa Ceia e Jesus falava aos discípulos sobre o lugar para onde Ele partiria. João ficou angustiado porque não entendia o recado do Mestre. Os apóstolos achavam que havia chegado a hora de Jesus mostrar todo o Seu poder, tornar-Se rei e acabar com toda dor, medo e injustiças cometidas contra os judeus.

Mateus 20:21: "Então Se aproximou dEle a mãe dos filhos de Zebedeu, com seus filhos, adorando-O, e fazendo-Lhe um pedido. E Ele disse-lhe: Que queres? Ela respondeu: Dize que estes meus dois filhos se assentem, um à Tua direita e outro à Tua esquerda, no Teu reino." Nesse momento a mãe de Tiago e João chega perto de Jesus para pedir que seus dois filhos tivessem lugares privilegiados em Seu reino. Havia uma disputa política por parte dos apóstolos para saber quais os cargos que receberiam, pois acreditavam que Jesus estabeleceria Seu reino na Terra.

Mateus 20:22: "Jesus, porém, respondendo, disse: Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que Eu hei de beber, e ser batizados com o batismo com que Eu sou batizado? Disseram-Lhe eles: Podemos." A verdade é que nenhum dos apóstolos estava preparado para aquele momento e nem esperavam por ele. Não compreenderam o caráter do reinado de Cristo.

João 18:36: "Respondeu Jesus: O Meu reino não é deste mundo; se o Meu reino fosse deste mundo, pelejariam os Meus servos, para que Eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o Meu reino não é daqui." A cena era de Jesus perante Pilatos. João estava presente em meio à multidão.

Depois que Cristo foi crucificado, começaram as perseguições contra os apóstolos. Alguns foram mortos cruelmente, mas a vida de João foi sendo preservada. Foi aí, então, que João começou a entender que o reinado de Jesus não era deste mundo. Entendeu também qual era seu papel e ministério.

Aos 85 anos, João foi escolhido para ser o mensageiro de revelações, não por acaso. Ele foi sendo moldado por Jesus durante toda sua vida, para que pudesse compreender o real significado do ministério de Cristo. Ele foi escolhido por causa do relacionamento íntimo que tinha com o Mestre.
 
 
Michelson Borges